Nissan inicia vendas do GT-R no Brasil

Notícias 28 de setembro de 2016 Da Redação, com assessoria 0

A Nissan inicia oficialmente as vendas do superesportivo GT-R no mercado brasileiro. Como será oferecido sob encomenda, o modelo terá prazo previsto de entrega em média de três a quatro meses após a compra. Conhecido também como “Godzilla”, o veículo, produzido exclusivamente no Japão, será vendido no Brasil já em sua linha 2017, com muitas novidades, especialmente no desenho e no motor. Seu preço inicial é de R$ 900 mil.

Modelo 2017

Lançada em julho deste ano no país do sol nascente, a linha 2017 do GT-R traz as alterações mais significativas desde a apresentação da atual geração, a sexta. Seu visual externo, por exemplo, foi totalmente renovado. O grande destaque se encontra na frente, com capô e para-choques redesenhados, faróis de rodagem diurna (DRL) e assinatura de estilo atual da Nissan na grade “V-motion”, que traz acabamento cromado fosco. A grade diferenciada foi alargada em 20% para aumentar o fluxo de ar que resfria o propulsor, sem provocar mais arrasto.

Foto: Divulgação
Nissan inicia vendas do superesportivo GT-R no Brasil
Traseira: as  icônicas lanternas arredondadas do GT-R ganharam a companhia de difusor prateado e novas saídas de ar

O capô também teve a rigidez estrutural aumentada. Após a eliminação da deformação, os testes realizados mostraram que o novo design da peça aumenta consideravelmente a performance aerodinâmica na frente do veículo em velocidades mais elevadas (acima de 200 km/h).

Além disso, o perfil curvado sob o espoiler dianteiro foi levemente ampliado e rebaixado em alguns milímetros para melhorar o fluxo de ar em suas extremidades laterais. Com um novo desenho, a soleira que contorna a extremidade inferior em ambos os lados do carro, permite reduzir a quantidade de ar que é puxada para baixo, contrapondo a força de sustentação e melhorando a estabilidade. As colunas traseiras também receberam novo desenho, cuja parte superior proporciona melhor gestão do fluxo de ar, evitando a geração de um vórtice menor.

A traseira do GT-R 2017 continua sendo definida por suas icônicas lanternas traseiras arredondadas. Mas olhando mais de perto, nota-se um difusor com acabamento prateado e novas saídas de ar laterais, incorporados às ponteiras quádruplas do escapamento de titânio, para melhorar a aerodinâmica. A cintura que separa a parte inferior do painel da carroceria na cor preta foi levantada, fazendo o carro parecer mais largo.

A parte que corresponde ao para-choque traseiro agora incorpora o mesmo design visto no GT-R Nismo, para melhor direcionamento do ar na parte inferior da traseira. Isso também contribui para menor interferência entre os gases de escape que saem do sistema e o fluxo de ar na parte lateral traseira do para-choque, para melhor expulsão do calor. As novas rodas de liga com aro em formato de Y, produzidas pela japonesa RAYS, foram especialmente redesenhadas para o “Godzilla”.

Interior

Com novo desenho e materiais de alta qualidade, o interior do esportivo ficou mais luxuoso. Envolvido por uma lâmina contínua e sem costuras de couro (item opcional), o painel adota um “fluxo horizontal”, proporcionando sensação de estabilidade para os ocupantes dos bancos dianteiros, enquanto a linha do quadro de instrumentos, que vai até o console central, confere um ambiente diferenciado, especialmente projetado para quem se senta atrás do volante.

Foto: Divulgação
Nissan inicia vendas do superesportivo GT-R no Brasil
Cabine do superesportivo GT-R 2017 ficou mais confortável e luxuosa 

O layout do painel central foi melhorado e simplificado. Em comparação com a versão anterior, o número de controles integrados de navegação e áudio foi reduzido de 27 para apenas 11 na linha 2017. O display e os controles do sistema de navegação foram posicionados ligeiramente abaixo no painel de instrumentos para facilitar o uso e melhorar a visibilidade. O sistema de navegação também teve seu desenho aperfeiçoado, com mostradores usinados em alumínio.

A disposição dos ícones na tela pode ser totalmente customizada e um novo comando de controle do display no console central de fibra de carbono permite uma operação facilitada, sem a necessidade de tocar no monitor – funcionalidade que se torna bastante útil quando se está dirigindo em velocidades mais altas.

Outros atributos de informação úteis ao usuário incluem o já conhecido mostrador multifuncional, que permite que o motorista customize o layout com os parâmetros e informações de performance do veículo que ele considera mais relevantes, como temperatura do líquido de arrefecimento, do óleo do motor e da transmissão, bem como pressão do óleo do motor, da transmissão e do atuador de sobrepressão do turbo.

A alavanca de câmbio tipo borboleta foi montada diretamente no novo volante (antes era fixa na coluna de direção), permitindo que o condutor selecione uma das 6 marchas da transmissão com dupla embreagem (DCT) sem ter de tirar as mãos do volante para fazer uma curva, por exemplo.

Foto: Divulgação
Nissan inicia vendas do superesportivo GT-R no Brasil
Motor biturbo V6 do “Godzilla” teve sua potência aumentada em 20 cavalos 

E tem mais novidades: os encostos dos bancos do motorista e do passageiro dianteiro agora têm almofadas de espuma com densidade especialmente desenvolvida para dar maior sustentação ao tronco, resultando em menor deslizamento durante a condução esportiva e menor fadiga em trajetos mais longos.

Motor V6 biturbo 

A potência do motor biturbo V6 3.8 24 válvulas do GT-R foi aumentada em 20 cavalos em comparação à versão anterior. Agora, ele entrega 572 cavalos a 6.800 rpm, graças, em parte, ao aumento na pressão do atuador e a um sistema de temporização da ignição que é controlado individualmente por cada cilindro, uma tecnologia anteriormente exclusiva do GT-R Nismo.

Segundo a Nissan, as mudanças resultam em melhor aceleração em rotações médias (3.200 rpm ou superior), com rendimento máximo do torque disponível em uma faixa maior de utilização. Assim como no veículo de competição, por meio de um controle mais preciso da temporização da ignição em cada cilindro, reduziu-se significativamente a autoignição (imprecisão da explosão), ao mesmo tempo em que foi melhorada a performance ambiental por meio de uma queima de combustível mais limpa e eficiente.