Motos elétricas têm explosão de vendas: Veja novas regras do Contran que você precisa conhecer
Vendas de motos elétricas crescem 63%. Entenda Resolução 996 do Contran, novas regras de trânsito e o que é exigido para circular em 2026
O cenário da mobilidade urbana no Brasil em 2026 consolidou as motos elétricas como protagonistas das ruas. Com a promessa de economia e agilidade, esses veículos conquistaram o público, mas a popularização trouxe um novo desafio: a regulamentação rigorosa do Contran.
Acompanhe o Garagem360 e entenda as mudanças.
O “boom” das motos elétricas
É fato que o crescimento de 63% nas vendas das motos elétricas em 2025, reportado pela OLX Autos, não é apenas um reflexo de preços acessíveis (com modelos abaixo de R$ 10 mil), mas de uma mudança de comportamento. O usuário busca fugir do custo dos combustíveis e da burocracia das motocicletas tradicionais.
No entanto, o mito de que “moto elétrica não exige regras” caiu por terra com a vigência integral das novas normas neste início de ano. Abaixo, te explico o que mudou e, se ainda, vale a pena investir nesse tipo de veículo.
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O que muda nas regras para motos elétricas em 2026?
Desde o início de 2026, as regras da Resolução nº 996 do Contran passaram a valer de forma integral em todo o país. A norma foi criada para acabar com a confusão visual entre bicicletas, autopropulsados e ciclomotores, definindo exigências claras com base em três pilares técnicos:
- Potência do motor: Define o enquadramento do veículo
- Velocidade máxima: Limita onde e como o veículo pode circular
- Forma de acionamento: Se possui acelerador ou se funciona apenas com o pedal assistido
Categorias: o que é o quê?
Para facilitar a sua vida, organizei os critérios que definem se você precisa ou não de habilitação e registro:
| Categoria | Velocidade máxima | Exigências em 2026 |
| Bicicleta elétrica | Até 32 km/h | Pedal assistido, sem acelerador. Dispensa CNH e registro. |
| Equipamento autopropulsado | Até 32 km/h | Dimensões de cadeira de rodas ou similares. Uso em calçadas/ciclovias. |
| Ciclomotor (moto elétrica) | Até 50 km/h | Possui acelerador. Exige ACC ou CNH categoria A, registro e placa. |
Alerta de segurança e infraestrutura
A popularização desses veículos, especialmente entre jovens e idosos que muitas vezes não possuem experiência prévia no trânsito, acendeu um sinal de alerta para as autoridades de segurança viária. Os principais riscos identificados incluem o tráfego em contramão, a ausência de sinalização e, principalmente, a falta de uso de capacetes e equipamentos de proteção individual.
Outro ponto crítico levantado por especialistas é a crise de infraestrutura. Em muitas cidades, a ausência de ciclovias integradas força o condutor da motinha elétrica a dividir espaço com caminhões ou a invadir calçadas, colocando pedestres em risco.
Assim, a solução para 2026 seria a expansão das vias exclusivas e uma fiscalização municipal mais presente.
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Vale a pena comprar uma moto elétrica?
Aqui, vou ser bem sincera: se o seu trajeto é curto (até 30 km/h de velocidade média) e o foco é economia, a resposta é sim. O custo de manutenção é drasticamente menor, já que você elimina trocas de óleo, filtros e velas.
Porém, é sempre indispensável verificar o enquadramento do modelo: se a “motinha” tiver acelerador e passar dos 32 km/h, ela é um ciclomotor e você precisará estar em dia com o Detran para evitar a apreensão do veículo.
Você já usa uma elétrica no dia a dia ou o medo da fiscalização ainda te faz preferir a boa e velha moto a combustão? Deixe seu comentário abaixo!
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.

