Mitos e verdades sobre a blindagem veicular

Notícias 29 de junho de 2017 Da Redação, com assessoria 1

A blindagem veicular é uma das opções que as pessoas encontram para tentar lidar com os altos índices de violência do Brasil. Somente no mês de junho de 2017, foram registrados 2.900 roubos de carros no Estado de São Paulo – 14,3% a mais em comparação com o mesmo período do ano passado.

Antes de investir em um carro blindado, vale a pena tirar dúvidas para entender as principais características desses veículos. Ainda é importante ressaltar que os carros precisam de cuidados diferenciados (veja os principais aqui).

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Compra de blindado usado requer atenção

André Bertin, presidente da BCA Ballistic Protection, empresa especializada em mantas balísticas, conta que existem muitos mitos em relação à blindagem. Abaixo, ele explica as afirmações que são verdadeiras e também comenta as falsas:

1. A blindagem veicular não delamina, o que delamina é o vidro.
Mito. A blindagem também delamina, porém, por estar por baixo da carroceria, não é fácil de ver. Para identificar, é necessário abrir o carro e confirmar a delaminação. É importante lembrar que as mantas balísticas são formadas por tecidos de fios de aramida. Ele pode deteriorar com o tempo e perder suas propriedades balísticas. Uma dica para desconfiar que a blindagem está sofrendo de delaminação, segundo Bertin, é verificar se o carro possui um odor de mofo persistente, mesmo após as lavagens. “Isso pode ser um indicador de que a blindagem está degradada e não é mais eficiente para a proteção balística”, conta. Vale ressaltar que coletes a prova de bala, que são feitos com as mesmas fibras, têm validade de dois anos.

2. Comprar um carro usado já blindado é mais vantajoso.
Mito. Depende da qualidade da blindagem. Já foram realizados testes balísticos gravados em portas com 8 anos de uso que continuam com suas características de proteção, mas é importante lembrar que as mantas são camadas de tecidos feitos a base de fio de aramida. Se não houver os devidos tratamentos contra UV, por exemplo, estes tecidos, como qualquer outro, vão se deteriorar com o tempo ou pelo excessivo calor. A blindagem tem uma garantia por prazo determinado pelo fabricante, que é de cerca de 5 anos. Isso deve ser avaliado antes da compra. Se o prazo já tiver vencido, o carro não estará protegido e a blindagem existente pode não ser eficaz contra um tiro, por exemplo. “Além disso, a blindagem torna o veículo mais pesado, o que pode provocar danos na parte mecânica. Uma avaliação completa, tanto da blindagem quanto das condições mecânicas do veículo, é necessária antes de fechar o negócio”, recomenda Bertin.

3. Para blindar um carro é necessária autorização do Exército.
Verdade. O Exército Brasileiro é o órgão que autoriza pessoas físicas a blindarem seus carros. Sem a autorização em nome do proprietário, a realização do serviço é proibida. “A blindagem é permitida pelo Exército, mas seu uso é controlado, por isso, antes mesmo do veículo começar a ser blindado, o Exército precisa receber a documentação do proprietário do carro, da blindadora e dos materiais que serão usados. Somente depois que houver autorização por parte do Exército, o serviço poderá ser realizado”, explica o profissional.

4. É possível rastrear os dados da blindagem.
Verdade. No caso da BCA, os carros recebem certificação digital, com a qual é possível rastrear todo o processo: todo carro blindado recebe um código de rastreamento com dados do fabricante da blindagem BCA, bem como dados da blindadora que realizou o serviço e nome do proprietário do veículo, cuja autorização foi obtida junto ao Exército. O proprietário, por meio de um QRCode, confere no site todas as informações de seu carro. “Com isso, é possível verificar se o processo seguiu a legislação e conta com produtos de qualidade, que vão garantir a proteção a balística adequada”, disse o presidente da empresa.

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