Michelin e CBF se unem pela segurança das crianças no trânsito

Notícias 7 de maio de 2015 Da Redação, com assessoria 0

A parceria visa apoiar a campanha #SaveKidsLives, idealizada pela ONU

A cada quatro minutos no mundo, e a cada duas horas no Brasil, uma criança morre em decorrência de acidentes de trânsito – outras são severamente feridas. Por ano, são 186.300 vítimas no mundo, em média 500 crianças por dia. Para ajudar a diminuir estes números e apoiar as ações e metas pela segurança viária, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU), a Michelin e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) se uniram para apoiar a campanha #SaveKidsLives, com o slogan “Juntos pela segurança no trânsito”.

O movimento, que tem como objetivo chamar a atenção das autoridades de todo mundo para pedir que incluam a segurança no trânsito em suas agendas e discussões, visa recolher o maior número possível de assinaturas no site da campanha #SaveKidsLives, por meio de uma adesão eletrônica. O jogador David Luiz será o embaixador dessa parceria na divulgação da campanha no Brasil.

David Luiz é embaixador da parceria (Foto: Divulgação)
Jogador David Luiz (Foto: Divulgação)

Para Marco Moretta, vice-presidente da Michelin América do Sul, a adesão dos ídolos do futebol, uma paixão nacional, é essencial para dar a importância merecida ao tema e garantir uma mobilização da população no sentido de promover uma mobilidade mais segura para as crianças e os jovens, seja como pedestres, ciclistas ou passageiros de veículos. “A responsabilidade pela segurança no trânsito deve ser promovida por todos, seja em parcerias entre o setor privado, setor público e a sociedade, seja individualmente. O importante é que todos estejam juntos nessa campanha em prol da segurança no trânsito”, explica.

Segundo o executivo, existe a necessidade de mudança de mentalidade para transformar as estradas em locais mais seguros, especialmente para grupos mais vulneráveis, como crianças, ciclistas, motociclistas e pedestres. “É uma causa urgente e que precisa de uma adesão da sociedade e das autoridades”, afirma.

Dados da OMS

No Brasil, em 2012, o Ministério da Saúde indicou que, dos quase 5.600 mortos no trânsito, cerca de 13% tinham menos de 19 anos. Além disso, quase 30% das crianças brasileiras entre 5 e 14  anos de idade perdem a vida em atropelamentos, outros 10% são vítimas como ciclistas. A partir de 15 anos, porém, os riscos como passageiros de motocicletas se tornam predominantes, representando mais de 40% das vítimas.

Dados de 2014 da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que nas Américas, o índice de acidentes é de 6,9 a cada 100 mil habitantes em países com baixo ou médio poder aquisitivo, contra 3.9 a cada 100 mil/ habitantes em países desenvolvidos. Cerca de 95% das crianças vítimas de acidentes são de países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Ainda segundo a entidade, as mortes no trânsito representam um dos principais problemas de saúde pública no mundo durante a infância: é a 1ª causa de morte na faixa de 15 a 17 anos; a 3ª entre crianças de 10 a 14 anos, e 4ª na faixa de 5 a 9 anos.

Marco Moretta, vice-presidente da Michelin América do Sul (Foto: Paulo Jabur/Divulgação)
Marco Moretta, vice-presidente da Michelin América do Sul (Foto: Divulgação)

Recomendações da ONU

A ONU, por meio da OMS, recomendou 10 estratégias para reduzir o número de vítimas de acidentes de trânsito, especialmente crianças e jovens, considerados mais vulneráveis:

1. Controlar a velocidade;

2. Não “beber e dirigir”;

3. Usar capacete (ciclistas e motociclistas);

4. Usar cinto de segurança e cadeirinhas com cinto*;

5. Dar mais visibilidade às crianças por meio do uso de roupas e mochilas com tecidos luminosos;

6. Melhorar a qualidade da infraestrutura viária;

7. Incluir nos veículos airbags e outras tecnologias de segurança, adequando o design;

8. Desenvolver programas voltados para jovens motoristas;

9. Oferecer cuidados de saúde adequados para crianças e jovens;

10. Dar especial atenção às crianças nas ruas e no trânsito.

* em média, reduzem em 59% o risco de sequelas em crianças de 4 a 7 anos.

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