Imposto de carros híbridos e elétricos importados sobe para 35%; veja o impacto

Renegade híbrido consumo

A partir de julho de 2026, o imposto de importação para carros elétricos e híbridos no Brasil terá seu aumento final, atingindo 35%.

Essa medida, parte do programa Mover, encerra um período de isenção que durava desde 2016 e unifica a alíquota máxima permitida pela OMC para automóveis de passageiros, independentemente da tecnologia.

A cobrança gradual visou dar previsibilidade ao mercado. Inicialmente, as taxas eram de 12% para híbridos e 10% para elétricos. Agora, a regra se torna única para todos os veículos eletrificados importados.

A tabela abaixo mostra a evolução das alíquotas:

Motorização Janeiro de 2024 Julho de 2024 Julho de 2025 Julho de 2026
Híbridos 12% 25% 30% 35%
Híbridos plug-in 12% 20% 28% 35%
Elétricos 10% 18% 25% 35%

O aumento foi resultado de discussões entre fabricantes locais, representados pela Anfavea, e importadores, pela Abeifa.

A Anfavea defendia a antecipação da alíquota cheia para conter a entrada de veículos chineses com preços competitivos, enquanto a Abeifa alertava para o impacto na descarbonização e no bolso do consumidor.

Em maio de 2026, o mercado de carros elétricos e híbridos registrou 44.981 emplacamentos, um crescimento de 16,8% em relação ao mês anterior e 170,3% comparado ao mesmo período do ano anterior, segundo a ABVE.

(Imagem: Divulgação / BYD)

Os preços dos carros híbridos vão subir?

O impacto no preço final dos carros híbridos e elétricos nas concessionárias dependerá da estratégia de cada marca.

Algumas podem absorver parte do aumento para manter a competitividade, enquanto outras podem repassar o custo ao consumidor.

A antecipação de estoques por parte de algumas montadoras, como a BYD, já foi uma estratégia para mitigar esses efeitos.

Produção nacional ganha força

Um dos objetivos do governo é incentivar a produção local. Montadoras como BYD e GWM já operam linhas de montagem no Brasil, o que as torna menos vulneráveis às tarifas de importação a longo prazo.

Mesmo as operações em regime CKD/SKD, onde os veículos são montados no país a partir de kits importados, terão suas taxas unificadas para 35% em janeiro de 2027, com a antecipação do prazo para kits.

Outras marcas chinesas, como Omoda Jaecoo e Geely, também anunciaram planos de produção no Brasil, muitas vezes em parceria com fábricas já existentes.

Essa movimentação visa fortalecer a indústria automotiva nacional e diversificar o mercado.

A decisão sobre como o aumento do imposto será repassado ao consumidor final ainda está em aberto e dependerá do planejamento de cada montadora.

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