Há 10 anos, a Chevrolet lançava o Cruze 1.4 turbo por R$ 89.990
Há 10 anos, o Chevrolet Cruze 1.4 Turbo chegava ao Brasil por R$ 89.990. Veja quanto custa o sedã hoje na Tabela FIPE 2026 e se ainda vale a pena investir no modelo.
Em 2016, o cenário automotivo brasileiro vivia uma transição tecnológica importante. Foi naquele final de maio que a Chevrolet apresentou a segunda geração do Cruze, um carro que abandonava o motor aspirado para abraçar a eficiência do 1.4 Turbo Flex. Com um preço de lançamento de R$ 89.990, ele chegava para desafiar a hegemonia de rivais como Toyota Corolla e Honda Civic, apostando em tecnologia digna de marcas premium.
Há 10 anos, a Chevrolet lançava o Cruze 1.4 turbo por R$ 89.990
Se há dez anos o consumidor ainda via o “downsizing” com desconfiança, o Cruze provou seu valor. O motor turbo de 153 cv entregava uma agilidade que o antigo 1.8 aspirado não alcançava, aliando desempenho com um consumo muito mais contido.
Mas não foi só o motor que mudou. A lista de equipamentos da versão topo de linha na época parecia saída de um filme de ficção científica para o padrão dos sedãs médios:
- Estacionamento automático (Easy Park);
- Alerta de colisão frontal e ponto cego;
- Carregador de celular sem fio (Wireless);
- Farol alto adaptativo e assistente de permanência em faixa.

O Cruze hoje: quanto custa manter esse ícone em 2026?
Uma década depois, o Cruze 2016 (modelo 2017) continua sendo um dos seminovos mais cobiçados do país. Se na época ele zero-quilômetro custava cerca de R$ 90 mil, hoje, em 2026, seu valor de mercado mostra uma baixa desvalorização, refletindo sua boa reputação.
De acordo com dados da Tabela FIPE, os preços atuais variam conforme a motorização:
- Versão 1.8 Ecotec (Final de estoque 2016): Entre R$ 69.000 e R$ 70.000.
- Versão 1.4 Turbo (Nova Geração 16/17): Pode oscilar entre R$ 69.300 e R$ 78.400, dependendo do estado de conservação e da quilometragem.

Vale a pena a compra?
Para quem busca um usado tecnológico em 2026, o Cruze é uma escolha sólida, mas exige planejamento. O custo de manutenção anual (somando IPVA de 4%, seguro e licenciamento) pode ultrapassar os R$ 6.700.
Enquanto a versão 1.8 é famosa pela confiabilidade mecânica “raiz”, a 1.4 Turbo é a preferida de quem não abre mão de conectividade e do acabamento soft-touch que marcou aquela geração.
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Você ainda teria um Cruze 1.4 Turbo na garagem hoje ou acha que os SUVs usados na mesma faixa de preço valem mais a pena? Comenta aqui embaixo!
Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.