Geely EX2 assusta BYD: Dolphin Mini traz novo design e nova motorização

Dolphin Mini ganha nova cara.

O sucesso do Geely EX2 acendeu o alerta dentro da BYD.

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Depois de ver o rival virar o carro mais vendido da China e ganhar espaço rapidamente no Brasil, a gigante chinesa preparou uma resposta à altura: a nova geração do Dolphin Mini chega maior, mais potente e com visual completamente reformulado.

A ameaça do EX2 é real. No primeiro semestre de 2026, o hatch da Geely, vendido na China como XingYuan, superou o BYD Seagull, nosso Dolphin Mini, com 191.834 unidades emplacadas contra 163.174 do concorrente. 

No Brasil, o elétrico da Geely já aparece entre os três mais vendidos do varejo, atrás apenas do Dolphin Mini e do Dolphin, segundo dados da Fenabrave de junho.

Dolphin Mini deixa de ser “mini”

A mudança mais impressionante está no tamanho. A nova geração cresce 42,5 cm e passa a medir 4,20 metros de comprimento, com 1,81 metro de largura, 1,57 metro de altura e entre-eixos ampliado em 15 cm, chegando a 2,65 metros.

Na prática, o modelo abandona o porte de citycar e vira um hatch do segmento B, com espaço interno significativamente melhor.

Não por acaso, as medidas ficam coladas nas do Geely EX2, que tem 4,13 metros de comprimento e o mesmo entre-eixos de 2,65 metros.

A estratégia da BYD é clara: oferecer tamanho de Dolphin por preço de Dolphin Mini, exatamente a fórmula que fez o rival decolar.

Visual muda por completo

O novo Dolphin Mini praticamente não lembra o antecessor.

Os faróis ficaram maiores e mais espichados, o para-choque dianteiro ganhou recortes incisivos com entradas de ar conectadas, e a coluna C foi totalmente redesenhada, com um aplique plástico em formato de barbatana ligando os vidros laterais à lanterna.

Na traseira, uma quebra de tradição: as lanternas interligadas, marca registrada dos carros da BYD, deram lugar a peças trapezoidais separadas, com o logotipo da marca em destaque no centro.

A iluminação segue em LED e o conjunto roda sobre pneus 205/60 R16.

Motor salta de 75 cv para 129 cv

A evolução mecânica é ainda mais expressiva. O motor elétrico passa dos atuais 75 cv para 129 cv, com velocidade máxima ampliada para 150 km/h.

Os números superam os do Geely EX2, que usa propulsor traseiro de 116 cv e alcança 140 km/h.

A bateria segue a receita da casa: célula Blade de fosfato de ferro-lítio (LFP) produzida pela FinDreams.

 A BYD ainda não divulgou capacidade, autonomia homologada ou potência de recarga, dados que vão definir o duelo direto com o rival.

E o Brasil nessa história?

O lançamento na China acontece ainda em 2026, mas a chegada ao Brasil segue sem confirmação.

Por aqui, o Dolphin Mini atual é produzido em Camaçari (BA) e parte de R$ 118.990, enquanto o Geely EX2 é vendido nas versões Pro, a partir de R$ 123.800, e Max, por R$ 136.800.

Com a Geely investindo parte dos R$ 3,8 bilhões anunciados em parceria com a Renault para produzir localmente, a briga dos elétricos de entrada promete esquentar de vez.

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