Furto de cabo de recarga vira custo de até R$ 10 mil; dano à infraestrutura pode chegar a R$ 30 mil

Recarga rápida carros elétricos

O furto de cabos de estações de recarga virou um novo problema para a eletromobilidade no Brasil.

A reposição de um cabo de carregador rápido pode custar de R$ 8 mil a R$ 10 mil, enquanto ataques a componentes da própria infraestrutura podem elevar o prejuízo para até R$ 30 mil.

Os criminosos miram principalmente o cobre presente nos cabos.

O prejuízo, porém, vai além do material levado.

O carregador pode ficar indisponível por dias, gerar perda de receita ao operador e reduzir a oferta de pontos de recarga para motoristas de elétricos e híbridos plug-in.

Cabo furtado pode custar até R$ 10 mil para ser reposto

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Empresas do setor estimam que o valor de um cabo levado em um ataque fique entre R$ 5 mil e R$ 7 mil.

Quando entra na conta a reposição de cabos usados em carregadores rápidos, o custo pode atingir a faixa de R$ 8 mil a R$ 10 mil.

O problema cresce quando o vandalismo atinge a instalação e não apenas o cabo conectado ao equipamento.

Nesses casos, a perda pode chegar a R$ 30 mil, dependendo da estrutura danificada e dos componentes que precisam ser substituídos.

Tipo de prejuízo Valor citado
Cabo furtado R$ 5 mil a R$ 7 mil
Reposição em carregador rápido R$ 8 mil a R$ 10 mil
Dano à infraestrutura Até R$ 30 mil

Equipamento parado cria um segundo prejuízo para o operador

O custo da peça é apenas parte da conta. Uma estação fora de serviço deixa de faturar e pode obrigar usuários a buscar outro ponto de recarga.

Em hubs com grande fluxo, essa indisponibilidade afeta a rentabilidade e a experiência de quem depende da rede pública.

Não existem estatísticas oficiais consolidadas sobre furtos específicos em eletropostos no país.

Empresas ouvidas pelo setor, porém, relatam aumento das ocorrências e mencionam casos recorrentes em áreas abertas, estacionamentos e pontos que funcionam 24 horas.

A vulnerabilidade costuma ser maior durante a madrugada e em períodos sem uso.

Serrotes e alicates aparecem entre as ferramentas citadas para cortar os cabos, o que levou operadores a buscar barreiras físicas e controles digitais.

Operadores reforçam fechaduras, câmeras e monitoramento remoto

Entre as respostas adotadas estão portas com fechadura integrada, liberação do equipamento pelo aplicativo, videomonitoramento, telemetria, cabos de aço e grades para horários de menor movimento.

Algumas empresas também avaliam seguros específicos para reduzir perdas.

A legislação ficou mais dura para crimes contra fios, cabos e equipamentos de infraestrutura.

A Lei 15.181/2025 ampliou as punições para furto e receptação quando a subtração compromete serviços essenciais, aumentando o risco penal para quem furta ou comercializa material de origem criminosa.

Para a expansão da rede de recarga, a segurança passou a entrar no projeto do ponto desde o início.

Quanto mais carregadores surgem em áreas públicas e semipúblicas, maior a necessidade de proteger um ativo caro, conectado e essencial para quem usa um veículo eletrificado no dia a dia.

 

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