Fuja deles: 5 SUVs que fazem o dinheiro sumir no 1º ano (e até a Toyota entrou na lista)
SUVs populares podem perder até 20% no primeiro ano. Veja 5 modelos que mais desvalorizam em 2026 e o motivo.
Comprar um SUV zero km ainda passa sensação de segurança, mas o primeiro ano pode representar uma das maiores perdas financeiras do veículo. Em alguns casos, o dono perde mais de R$ 30 mil apenas ao sair da concessionária.
Em 2026, esse movimento ficou mais evidente. A combinação de descontos agressivos, chegada de novas marcas e aumento da oferta no mercado de usados acelerou a desvalorização.
O efeito é direto: modelos populares passaram a perder valor acima do esperado, inclusive de marcas conhecidas por boa revenda.
5 SUVs que mais desvalorizam no primeiro ano
A lista reúne modelos com forte presença no mercado brasileiro e que vêm registrando quedas relevantes no curto prazo.
- Chevrolet Tracker
Pode perder mais de 18% em 1 ano. O alto volume em locadoras e vendas diretas aumenta a oferta no usado e pressiona os preços. - Toyota Corolla Cross
Registra queda entre 14% e quase 20%. O dado chama atenção porque foge do padrão da marca, conhecida por segurar valor. - Renault Duster
Fica na faixa de 15% de desvalorização. O projeto mais antigo e menor apelo tecnológico reduzem a procura no seminovo. - Volkswagen T-Cross (versões de entrada)
Pode chegar perto de 15%, especialmente nas versões mais vendidas. O volume alto no mercado impacta diretamente o preço. - SUVs populares (categoria)
Modelos como Creta, Nivus e similares giram entre 7% e 15% de queda no primeiro ano, puxados pelo excesso de oferta.
O movimento por trás da queda de preços
A desvalorização não acontece por acaso. Ela é resultado de mudanças claras no mercado automotivo. Entre os principais fatores estão:
- aumento de SUVs disponíveis no mercado de usados
- promoções frequentes no zero km
- chegada de novas marcas com preços mais agressivos
- renovação constante de modelos e versões
Esse cenário cria um efeito cascata: o carro novo fica mais barato e o usado precisa acompanhar.
Quando a marca não segura mais o valor
O caso do Corolla Cross ajuda a explicar o momento atual.
Mesmo sendo de uma marca historicamente forte na revenda, o SUV passou a registrar perdas acima do esperado. Isso indica que o mercado ficou mais competitivo e menos previsível.
Na prática, o peso da marca já não é suficiente para segurar o preço sozinho.
O impacto real no bolso do motorista
A desvalorização no primeiro ano é a mais agressiva de todo o ciclo do carro.
Desse modo, para quem troca de veículo com frequência, isso vira prejuízo direto. Mas quem permanece mais tempo com o SUV tende a diluir essa perda ao longo dos anos.
Ainda assim, entender quais modelos sofrem mais ajuda a evitar decisões que parecem boas na compra, mas pesam na revenda.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]


