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Ford e Microsoft querem usar computação quântica para melhorar o trânsito

Créditos: Foto: Divulgação
7 janeiro, 2020
Da Redação, com assessoria

A Ford está desenvolvendo um projeto-piloto de pesquisa com a Microsoft. O objetivo é usar tecnologia inspirada na computação quântica para simular a movimentação de milhares de veículos e reduzir os congestionamentos (veja o vídeo).

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“A computação quântica pode transformar a indústria automobilística e o modo como nos movimentamos”, diz Ken Washington, diretor de Tecnologia da Ford. “Na hora do rush, vários motoristas solicitam ao mesmo tempo as rotas mais curtas possíveis, mas os serviços de navegação atuais não levam em conta o número de usuários de rotas semelhantes.”

O foco do estudo é substituir o roteamento individualizado por um sistema capaz de considerar o deslocamento de vários usuários e sugerir caminhos que reduzam o número de veículos nas mesmas vias. Isso pode economizar tempo para todos, mas exige muitos recursos computacionais.

Os computadores tradicionais não conseguem processar tanta informação rapidamente. É aí que entra a computação quântica. As máquinas existentes traduzem a informação em 1 ou 0 – também conhecido como bit. Já o computador quântico pode processar a informação em bit quântico (ou um qubit), que pode existir simultaneamente em dois estados diferentes antes de ser medido. Após a medição, no entanto, 1 ou 0 aparece aleatoriamente e a probabilidade de cada um é determinada por um conjunto de regras chamado de mecânica quântica.

Com capacidade de processar grande volume de dados, a computação quântica poderá fornecer rotas otimizadas para os motoristas, criando um fluxo de tráfego mais eficiente e com menos emissões.

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“Testamos junto com a Microsoft várias possibilidades, incluindo uma simulação com até 5 mil veículos – cada um com dez opções de rotas diferentes – solicitando simultaneamente rotas ligadas ao metrô de Seattle, nos Estados Unidos. Em 20 segundos, foram fornecidas sugestões de rotas equilibradas que reduziram em 73% o congestionamento total comparado ao roteamento ‘egoísta’. O tempo médio de viagem também caiu 8%, representando uma economia de mais de 55.000 horas anuais em congestionamentos”, diz Ken Washington.

O próximo passo da parceria entre Ford e Microsoft é trabalhar para melhorar para melhorar ainda mais o algoritmo e estudar sua aplicação em cenários mais reais. O objetivo é entender como o método se comporta diante de variáveis, por exemplo, quando algumas ruas estão fechadas ou se alguns motoristas decidirem não seguir as rotas sugeridas.

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