Fim do BMW Z4 deixa montadora com apenas um conversível no mercado

O avanço implacável da eletrificação e a forte preferência global pelos utilitários esportivos fizeram mais uma vítima de peso entre os veículos puristas e emocionais.
A BMW encerrou oficialmente em maio de 2026 a produção do lendário BMW Z4, colocando um ponto final na trajetória de um dos roadsters mais emblemáticos do século vinte e um.
Com a saída definitiva do modelo de dois lugares da linha de montagem na Europa, a fabricante alemã reduz drasticamente a sua presença no segmento dos carros sem capota, restando agora somente uma única opção conversível disponível em todo o seu catálogo atual.
Essa despedida marca o esvaziamento de uma categoria de nicho apreciada por entusiastas que valorizam o prazer de dirigir com o vento no rosto e posição baixa ao volante.
Despedida do icônico roadster na fábrica da Áustria
A última unidade da terceira geração do esportivo (conhecida pelo codinome G29) deixou as linhas de montagem da fábrica da Magna Steyr, localizada em Graz, na Áustria.
O encerramento ocorre após quase 25 anos de uma história rica iniciada em 2003, quando o primeiro Z4 estreou globalmente como o sucessor natural do aclamado Z3.
Ao longo de sua jornada dividida em três gerações marcantes, o modelo ofereceu variações de carroceria roadster e cupê, além das cobiçadas variantes esportivas com a assinatura da divisão M, que entregavam até 343 cavalos de potência nas primeiras fases.
Nesta sua última etapa, o projeto foi fruto de uma parceria de engenharia compartilhada com a japonesa Toyota, servindo de base para o desenvolvimento do cupê Supra.
Com a aposentadoria definitiva do Z4, o portfólio da marca bávara sofre uma lacuna histórica.
Os compradores interessados em adquirir um modelo zero-quilômetro com capota retrátil da fabricante terão como alternativa única o BMW Série 4 Cabriolet, um modelo de quatro lugares com porte e proposta conceitual completamente diferentes do purismo compacto oferecido pelo roadster de dois assentos.
Série especial Final Edition marca o encerramento da linhagem
Para celebrar o encerramento com chave de ouro e presentear os colecionadores da marca, a fabricante colocou no mercado a série especial de despedida batizada de Z4 Final Edition.
Baseada na configuração de alta performance M40i, a edição limitada ostenta uma roupagem visual exclusiva com a sofisticada pintura fosca Frozen Black combinada aos apliques escurecidos do pacote Shadowline, conjunto completado por rodas de liga leve de 19 polegadas no eixo dianteiro e 20 polegadas no eixo traseiro.
A riqueza técnica e o refinamento da série de despedida englobam os seguintes atributos:
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Força Mecânica: Equipado com o aclamado motor 3.0 de seis cilindros em linha turbo, o propulsor despeja 382 cavalos de potência máxima e impressionantes 50,9 kgfm de torque imediato, oferecendo opções de transmissão manual ou automática de seis marchas.
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Cabine Tecnológica: O habitáculo traz acabamento premium com bancos esportivos M Sport revestidos em couro com costuras vermelhas, sistema de som de alta fidelidade Harman Kardon e projeção de dados no para-brisa via head-up display.
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Desempenho de Pista: O conjunto motriz de tração traseira que consagrou a dinâmica da marca assegura acelerações vigorosas e um comportamento extremamente estável em curvas fechadas.
O fim do ciclo do modelo reflete a atual prioridade da indústria automotiva, que canaliza bilhões em recursos para o desenvolvimento de softwares e arquiteturas sustentáveis de grande volume.
Sem um sucessor direto planejado no horizonte, os exemplares remanescentes nos pátios das concessionárias passam a valer ouro, encerrando uma história de paixão automobilística pura para os apaixonados por modelos conversíveis.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo







