Elétrico Não! Ford reforça compromisso do Mustang a gasolina
Descubra por que a Ford garante que o Mustang de duas portas não será elétrico nos próximos anos, mantendo sua aposta no motor a gasolina e na preferência dos entusiastas.
A Ford reafirmou sua promessa de manter o Mustang, seu icônico carro esportivo, fiel às suas raízes a gasolina por pelo menos mais cinco anos. Em uma declaração que ecoou a visão do CEO Jim Farley, a montadora norte-americana deixou claro que não há planos para uma versão elétrica do cupê, separando-o definitivamente do seu “parente” crossover, o Mustang Mach-E.
A contradição do Mustang Elétrico: Mach-E excluído da conversa
Apesar da declaração, a Ford já possui um veículo elétrico com o nome “Mustang“: o Mach-E. Essa aparente contradição levanta a questão de como a marca define a linha. Ao que tudo indica, a promessa de Farley se aplica estritamente ao Mustang cupê de duas portas, o carro que construiu a lenda.
A decisão de manter o modelo a combustão por mais tempo reflete uma leitura de mercado: os entusiastas de carros esportivos ainda preferem a experiência visceral e o som de um motor a gasolina.
A Ford não está sozinha nessa percepção. A Dodge viu uma resposta mais entusiasmada ao seu novo Charger com motor de seis cilindros do que à sua versão elétrica. Da mesma forma, a Hyundai teve um sucesso de vendas recorde com o Elantra N, um carro a combustão, superando a versão elétrica do Ioniq 6.
Esses exemplos mostram que, para os puristas, o ronco do motor, a sensação da troca de marchas e o preço acessível são fatores decisivos, algo que os carros elétricos ainda lutam para replicar de forma convincente. O preço de entrada do Mustang, que gira em torno de US$ 32.000, o mantém competitivo e acessível para o público que busca um carro esportivo autêntico.
O Futuro do V8 em um Cenário Regulatório Incerto
A maior incógnita para o futuro do Mustang não é a eletrificação, mas sim a sobrevivência de seu lendário motor V8. Jim Farley já expressou o desejo de manter o V8 “enquanto Deus e os políticos nos deixarem”, uma frase que ressalta a pressão de um ambiente regulatório cada vez mais rigoroso em relação às emissões.
A Ford sabe que o V8 é o coração do Mustang e, para muitos, a razão de sua existência. No entanto, o futuro de longo prazo do motor mais emblemático da marca dependerá das leis e políticas ambientais que moldarão o setor automotivo nos próximos anos.
Para você, o Mustang deveria ser movido a gasolina ou a Ford deveria investir em uma versão totalmente elétrica? Comente e compartilhe sua opinião!
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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.