Elétrica de R$ 15.992 ameaça Honda e Factor entre entregadores

O programa federal Move Brasil trouxe uma grande transformação para o mercado de duas rodas ao viabilizar linhas de crédito diferenciadas via Caixa Econômica Federal.
Direcionado a entregadores de aplicativos e trabalhadores autônomos, o financiamento sem necessidade de entrada e com prazos estendidos de até 48 meses colocou modelos movidos a bateria em pé de igualdade com gigantes a combustão.
Nesse cenário, a inclusão de modelos urbanos como a Watts W125 acendeu um sinal de alerta para campeãs absolutas de vendas, como a Honda CG 160 Fan e a Yamaha Factor 150.
Com levantamentos de mercado apontando valores que partem da casa de R$ 15.992 (preço que deve ser verificado diretamente com a fabricante ou concessionárias autorizadas antes da compra), o modelo elétrico desponta como uma forte alternativa focada no custo por quilômetro rodado.
Custo por quilômetro e manutenção atraem quem roda o dia todo
Para os profissionais das entregas que percorrem dezenas de quilômetros diariamente, a migração para um veículo elétrico tem peso direto no orçamento mensal.
Enquanto uma moto a combustão exige gastos constantes com gasolina, trocas de óleo frequentes, regulagem de válvulas e filtros, o modelo elétrico elimina boa parte desses itens de desgaste mecânico.
-
Motorização: O propulsor elétrico de 3.000W entrega respostas ágeis e torque imediato, ideal para as arrancadas no trânsito urbano congestionado.
-
Economia de rodagem: A recarga da bateria em tomada convencional bivolt (110V/220V) custa apenas uma fração do valor de um tanque de combustível flex.
-
Velocidade final: Desenvolvida para a rotina das cidades, atinge velocidade máxima na casa dos 90 km/h, acompanhando o fluxo das vias expressas.
Atenção para as configurações de bateria e autonomia
Um ponto fundamental para o entregador observar no momento do financiamento é a estrutura da bateria.
Diferente dos modelos a gasolina que possuem tanque único, a autonomia da moto elétrica está ligada ao número de módulos instalados.
A versão de entrada, associada aos menores preços de mercado, costuma vir equipada com apenas uma bateria de lítio, oferecendo um alcance aproximado de até 75 km por carga.
Para atingir a autonomia máxima declarada de até 150 km ou 160 km, é necessário adquirir o módulo com duas baterias conectadas em série, o que eleva o valor final da compra.
Sua bateria removível permite ao condutor transportar o módulo até uma tomada residencial ou comercial para efetuar a recarga enquanto faz uma pausa para o almoço ou descanso.
Financiamento pela Caixa acelera disputa com CG 160 e Factor
Historicamente, a Honda CG 160 e a Yamaha Factor lideram as escolhas do segmento devido à alta liquidez no mercado de usados e facilidade de peças.
No entanto, os reajustes de preços que posicionam as opções a combustão entre R$ 18.000 e R$ 19.000 abriram espaço para que os veículos elétricos ganhem mercado por meio do Move Brasil.
Com a possibilidade de amortizar as parcelas da moto usando a própria economia diária de combustível, o financiamento público surge como o principal impulsionador para a transição energética nas frotas de entregas urbanas.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_









