Chineses avançam 105% no Brasil e eletrificados já tomam quase 1 em cada 4 vendas

O mercado automotivo brasileiro vive uma transformação histórica puxada pela eletrificação e pela expansão fulminante das montadoras asiáticas.
Dados consolidados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelam que as importações de veículos produzidos na China dispararam 105,4% nos primeiros sete meses do ano.
Apenas no acumulado entre janeiro e julho, o país recebeu mais de 180 mil automóveis chineses.
Esse volume representa expressivos 52,4% de todos os veículos importados desembarcados no Brasil no período, que totalizaram 344,1 mil unidades.
O resultado dessa invasão asiática refletiu diretamente nas concessionárias: no mês de julho, o mercado brasileiro bateu recorde de vendas de modelos elétricos e híbridos.
Os veículos eletrificados chineses e nacionais atingiram uma fatia histórica de 23,5% dos emplacamentos totais — ou seja, quase 1 em cada 4 carros novos comercializados no país já roda com algum nível de eletrificação.
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O avanço dos eletrificados coincidiu com o aquecimento geral da indústria automotiva.
Em julho, foram comercializados 279,5 mil veículos novos em todo o Brasil, registrando uma alta de 14,9% frente ao mesmo mês do ano anterior e consolidando o melhor resultado mensal das concessionárias ao longo do ano.
No acumulado de janeiro a julho, o setor ultrapassou a marca de 1,7 milhão de emplacamentos, avanço de 17,9%.
A expansão dos elétricos puros (BEV) foi o grande destaque dentro do segmento de energia limpa.
Apenas em julho, os modelos 100% elétricos anotaram 25,8 mil unidades vendidas, batendo o recorde absoluto de toda a série histórica do setor.
No acumulado do ano, a categoria de híbridos e elétricos somados já cresceu 120,8%.
Participação recorde gera alerta na indústria nacional
Embora o avanço das marcas chinesas traga modelos ultra equipados e preços competitivos para o consumidor brasileiro, o volume de importações acendeu um sinal amarelo na Anfavea.
O presidente da entidade, Igor Calvet, destacou que o montante de quase 350 mil veículos importados recebidos pelo Brasil nos primeiros sete meses supera a produção individual acumulada da maioria das fábricas instaladas em solo nacional.
Para conter a disparada de importações sem produção local, montadoras chinesas como BYD e GWM aceleram seus cronogramas para dar início às operações fabris em solo brasileiro.
No entanto, enquanto a produção nacional de eletrificados não atinge escala plena, o navio vindo do oriente continua abastecendo grande parte da frota de elétricos e híbridos no país.









