China define 2026 como o “Ano da Virada” para carros elétricos e autônomos
China anuncia plano estratégico para 2026 focando em baterias de estado sólido com 1.300km de autonomia e expansão da condução autônoma de Nível 3. Confira as metas do MIIT.
O governo chinês acaba de estabelecer as bases para o que chama de uma “nova era” na indústria automobilística. Em uma reunião ministerial liderada por Li Lecheng, chefe do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT), o país consolidou o ano de 2026 como o ponto de partida do seu 15º Plano Quinquenal, com foco total em soberania tecnológica e inovação disruptiva.
China define 2026 como o “Ano da Virada” para carros elétricos e autônomos
O objetivo central é claro: transformar a China em uma potência inabalável de veículos de nova energia (NEVs), atacando duas frentes que ainda desafiam o mercado global: a autonomia das baterias e a inteligência dos sistemas de condução.
Diferente das baterias atuais, a tecnologia de estado sólido é vista como o “santo graal” do setor. Gigantes como SAIC, Chery e Dongfeng já saíram dos laboratórios para a fase de prototipagem. As metas são ambiciosas e prometem resolver a “ansiedade de alcance” dos motoristas:
- Densidade Energética: Entre 350 e 600 Wh/kg.
- Autonomia: Veículos capazes de rodar de 1.000 a 1.300 km com uma única carga.
- Infraestrutura: Instalação de linhas de produção em escala de Gigawatts (GWh) para garantir o suprimento nacional.

Direção Autônoma de Nível 3 em Larga Escala
Além do hardware, o software é prioridade. O MIIT já autorizou marcas como BYD, Xpeng e Li Auto a iniciarem testes de Nível 3 (autonomia condicional) em vias públicas selecionadas.
Diferente dos testes laboratoriais, essa fase coleta dados reais para refinar a inteligência artificial e a conectividade em nuvem. Com a abertura do mercado para o primeiro lote de veículos com essa tecnologia, 2026 deve marcar a estreia comercial desses carros, onde o motorista poderá, em certas condições, delegar totalmente a direção ao sistema.

O plano não se limita aos carros. O governo chinês quer uma coordenação sistêmica entre montadoras, empresas de energia e infraestrutura urbana. A ideia é criar uma cadeia de suprimentos 100% autônoma, reduzindo a dependência externa de softwares básicos e materiais estratégicos, garantindo que a China lidere não apenas o consumo, mas a criação da mobilidade do futuro.
O que você acha: as baterias de 1.300km de autonomia serão o fim dos carros a combustão? Comente sua opinião abaixo!
Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.