BYD vende 15,7% menos no semestre e admite gargalo na Blade 2; bateria é exigida pela recarga de 1.500 kW que terá 1.000 pontos no Brasil

A BYD vendeu 1.808.511 veículos eletrificados no primeiro semestre de 2026, queda de 15,72% sobre o mesmo período de 2025.
Ao mesmo tempo, a fabricante reconheceu que a capacidade de produção da bateria Blade de segunda geração ainda enfrenta gargalos justamente quando começa a expandir a tecnologia de recarga ultrarrápida ligada ao novo componente.
No Brasil, o grupo apresentou o Flash Charging de até 1.500 kW por conector e prevê instalar 1.000 carregadores até o fim de 2027.
Para usar a potência máxima, o veículo precisa ser compatível com a nova arquitetura.
Queda de 15,7% esconde avanço forte fora da China
As vendas globais de veículos de nova energia da BYD recuaram de um ano para o outro, mas o desempenho foi desigual entre os mercados.
Cerca de 792 mil veículos foram vendidos no exterior no semestre, alta de 67,8%, equivalente a aproximadamente 44% do volume total.
A receita total caiu 7,13%, para 344,82 bilhões de yuans, e o lucro líquido atribuível aos acionistas recuou 20,54%, para 12,33 bilhões de yuans.
A reação apareceu no segundo trimestre e ganhou força em julho, mas a disponibilidade da nova bateria segue importante para sustentar a recuperação.
Blade de segunda geração ainda limita a produção
O presidente da BYD, Wang Chuanfu, afirmou que as vendas de 2026 dependem da capacidade das baterias.
Segundo ele, a produção da Blade de segunda geração avançava em incrementos mensais de 20 mil a 30 mil unidades, mas ainda enfrentava escassez.
Parte do gargalo veio da atualização das linhas para substituir a primeira geração pela nova bateria compatível com recarga Flash, mudança que alongou prazos de alguns modelos.
A nova Blade aumenta a densidade energética em 5% e foi desenvolvida para suportar carregamento muito mais rápido.
Em condições ideais, a carga pode subir de 10% a 70% em cinco minutos e chegar a 97% em nove minutos.
| Indicador | Número | Contexto |
|---|---|---|
| Vendas H1 2026 | 1.808.511 | -15,72% |
| Flash Charging | até 1.500 kW | por conector |
| Rede no Brasil | 1.000 unidades | até fim de 2027 |
Flash Charging transforma bateria em peça central da infraestrutura
O carregador de 1.500 kW usa armazenamento estacionário para entregar energia rapidamente sem exigir toda a potência diretamente da rede.
No Brasil, a configuração adota conector CCS2.
O primeiro ponto brasileiro está previsto para Brasília. O Denza Z9 GT será o primeiro modelo vendido no país compatível com o sistema e com a potência elevada associada à nova geração da Blade.
Brasil terá 1.000 carregadores até o fim de 2027
A meta brasileira liga expansão comercial e capacidade industrial: a BYD precisa ampliar a oferta de veículos e baterias capazes de usar a infraestrutura de 1,5 MW.
O gargalo da Blade 2, portanto, vai além da fábrica.
A bateria é central para transformar minutos de recarga em argumento de venda enquanto a BYD tenta recuperar volume global.








