BYD Dolphin Mini roda 1.000 km por R$ 112 e deixa SUVs a gasolina no prejuízo

O BYD Dolphin Mini voltou a chamar atenção em uma comparação de custo de uso mensal. Em uma simulação feita para rodar 1.000 km por mês, o elétrico aparece com gasto estimado de apenas R$ 112,20.
A diferença fica ainda mais forte quando o modelo é comparado com SUVs a gasolina. Na mesma simulação, alguns utilitários passam de R$ 600, chegam a R$ 800 e podem encostar em R$ 958,30 para percorrer a mesma distância.
Elétricos abrem vantagem pesada no custo mensal
A leitura considera energia elétrica a R$ 0,85/kWh e gasolina a R$ 6,90/litro. Com essa base, os carros 100% elétricos dominam as primeiras posições do ranking.
O BYD Dolphin Mini lidera com consumo médio de 13,2 kWh/100 km, o que resulta em R$ 11,22 a cada 100 km e R$ 112,20 em 1.000 km.
Logo depois aparecem outros elétricos, também com custo mensal bem abaixo dos modelos a combustão:
| Modelo | Motorização | Custo estimado em 1.000 km |
|---|---|---|
| BYD Dolphin Mini | Elétrico | R$ 112,20 |
| BYD Yuan Plus | Elétrico | R$ 131,75 |
| BYD Dolphin | Elétrico | R$ 135,20 |
| Geely EX5 | Elétrico | R$ 137,70 |
| BYD Song Plus DM-i | Híbrido plug-in | R$ 275,00 |
Obs.: cálculo estimado com energia a R$ 0,85/kWh, gasolina a R$ 6,90/litro e rodagem de 1.000 km/mês. Valores podem variar por região, tarifa, preço do combustível, trânsito, estilo de condução e condições de uso.
Híbridos ficam no meio da disputa
Os híbridos aparecem como uma zona intermediária entre os elétricos puros e os carros a gasolina. Modelos plug-in, como BYD Song Plus DM-i, Geely Star Ray EM-i e Caoa Chery Tiggo 7 Pro PHEV, ficam abaixo dos SUVs convencionais quando usados com recarga frequente.
Uso na tomada muda tudo
Esse ponto é essencial. Um híbrido plug-in pode entregar custo menor quando roda boa parte do trajeto no modo elétrico. Porém, se o motorista quase não recarrega a bateria, o gasto tende a subir e se aproxima mais de um híbrido ou carro a combustão.
Já modelos como Toyota Corolla Cross Hybrid, Honda HR-V Advance Hybrid e Toyota Prius Hybrid aparecem com custos entre R$ 445,20 e R$ 475,90 para os mesmos 1.000 km.
SUVs a gasolina pesam mais no bolso
Na parte de baixo da lista, os modelos a gasolina mostram o peso maior no uso mensal. O VW Taos 250 TSI aparece com custo estimado de R$ 600, enquanto o Nissan Kicks 1.6 CVT chega a R$ 638,90.
A conta pesa ainda mais entre SUVs maiores ou mais beberrões:
| Modelo | Motorização | Custo estimado em 1.000 km |
|---|---|---|
| Chevrolet Tracker 1.2 Turbo | Gasolina | R$ 676,50 |
| Jeep Compass 1.3 Turbo Flex | Gasolina | R$ 784,10 |
| Honda ZR-V 2.0 Flex | Gasolina | R$ 811,80 |
| VW Tiguan 2.0 TSI | Gasolina | R$ 862,50 |
| Ford Territory 1.5 EcoBoost | Gasolina | R$ 958,30 |
A comparação reforça uma virada importante para o consumidor: o preço de compra ainda pesa muito, porém o custo mensal para rodar pode mudar completamente a conta.
Nesse recorte, o Dolphin Mini não vence por porte, potência ou espaço. Ele chama atenção por outro motivo: entrega o menor gasto estimado para quem roda todo mês e quer reduzir a despesa com energia ou combustível.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]






