Atenção motoristas: más práticas ao volante custam mais de R$ 20 bilhões ao Brasil

Atenção motoristas: más práticas ao volante custam mais de R$ 20 bilhões ao Brasil. Veja os principais estudos sobre os custos dos acidentes.

As más práticas ao volante custam caro e representam um fardo significativo para a economia brasileira. Os acidentes de trânsito tem um custo estimado de R$ 21 bilhões anuais. É o que aponta o novo levantamento realizado pelo Centro de Liderança Pública. 

Más práticas ao volante custam mais de R$ 20 bilhões ao Brasil

O estudo analisou o período entre 2012 e 2023 utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC). O documento estima a perda de anos de vida e a renda potencial das vítimas fatais caso não tivessem perdido suas vidas nos acidentes. 

Uma parcela considerável desse custo recai sobre empresas com frotas comerciais, que arcam tanto despesas diretas quanto indiretas resultantes desses incidentes. 

Um estudo do Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC) revelou que, entre janeiro de 2022 e fevereiro de 2023, foram registrados cerca de 108 mil acidentes envolvendo veículos de carga.

O principal motivo para os acidentes é a imprudência dos condutores, contribuindo para 90% dos acidentes, de acordo com Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV).

Más práticas ao volante custam mais de R$ 20 bilhões ao Brasil - Foto: Foto: Cristiano Vaz/Banda B.
Más práticas ao volante custam mais de R$ 20 bilhões ao Brasil – Foto: Foto: Cristiano Vaz/Banda B. 

 

Segundo o Boletim de Acidente de Trânsito da Polícia Rodoviária Federal de 2024, as práticas mais comuns que levam a acidentes são:

  • Reações tardias
  • Distrações ao dirigir 
  • Uso do aparelho celular
  • Desrespeito à sinalização
  • Falhas ao acessar vias 
  • Excesso de velocidade

O que fazer para reduzir os acidentes fatais no trânsito?

O primeiro passo é o cumprimento das leis de trânsito, assim como a implementação de medidas como a Lei do Motorista (Lei 13.103e o exame toxicológico. No entanto, ainda há muito a ser feito. 

A tecnologia também é uma aliada, se consolidando como uma ferramenta que reduz os riscos e na prevenção de prejuízos decorrentes de acidentes e aumenta a fiscalização. 

“Com os avanços tecnológicos, as empresas agora dispõem de ferramentas que não apenas identificam, mas também previnem comportamentos de risco”, diz Victor Cavalcanti, CEO da Infleet, desenvolvedora de tecnologias para gestão de frota que colaboram na promoção da segurança nas estradas.

Entre elas está o sistema que combina câmeras inteligentes conectadas e funções de análise avançada para identificar comportamentos de risco, como embriaguez, sonolência e uso do celular, alertando o motorista. 

Se você é caminhoneiro precisa ver o vídeo abaixo

“Ao detectar uma conduta arriscada, a tecnologia emite alertas instantâneos como ‘não use o celular’, ajudando motoristas a evitar infrações e melhorando seu comportamento ao volante. A câmera veicular já auxiliou na redução dos custos de infrações em 40%, na diminuição das distrações na direção em 80%, e ainda, os sinistros de trânsito foram reduzidos em 60% nas frotas dos nossos clientes”, explica.

Ele também traz o exemplo da telemetria, que possibilita o monitoramento em tempo real de veículos. O software coleta dados importantes, como velocidade, aceleração, frenagens bruscas, rotas utilizadas e comportamento dos motoristas. 

Os dados são enviados a uma central que faz a análise e gera relatórios para que as empresas possam revisar suas estratégias e aprimorar as políticas de segurança, assim como os treinamentos. 

A ideia é reduzir os acidentes com veículos de frotas, reduzindo a probabilidade de acidentes e garantindo a proteção de motoristas e cargas.

O que achou dos custos que os acidentes geram? Quem você acha que deveria pagar a conta? Responda nos comentários!

Leia também: Solução brasileira implementada em El Salvador promete reduzir o número de acidentes de trânsito

 

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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