Até R$ 70 mil: confira os 10 SUVs seminovos que cabem no bolso

Confira diversas alternativas de SUVs seminovos que oferecem um ótimo custo-benefício para o motorista. Surpreenda-se!

Com até R$ 70 mil é possível entrar no mundo dos SUVs sem precisar recorrer a modelos muito antigos ou fora de linha.

O segredo está em escolher versões certas, observar motorização e entender quais gerações realmente valem a pena.

Abaixo, o Garagem360 traz dez opções que aparecem com frequência nesse intervalo de preço. Acompanhe e escolha o seu!

SUVs seminovos: confira as melhores alternativas do mercado brasileiro

Caoa Chery Tiggo 2

O Tiggo 2 ajudou a abrir caminho para os SUVs compactos de entrada. Mesmo não tendo sido um sucesso absoluto, chamou atenção da indústria e abriu espaço para concorrentes posteriores.

Ele utiliza motor 1.5 aspirado de 115 cv e 14,9 kgfm de torque, com câmbio manual de cinco marchas ou automático de quatro. No mercado de usados, há anúncios a partir de R$ 52 mil.

Caoa Chery Tiggo 3x

O Tiggo 3x surgiu como evolução do Tiggo 2, com visual atualizado. A proposta era disputar versões de entrada de SUVs tradicionais, mas a trajetória foi curta.

O motor é 1.0 turbo de 102 cv, com 17,1 kgfm de torque, sempre com câmbio CVT que simula nove marchas. Os preços começam na faixa de R$ 59.999.

Peugeot 2008

Peugeot 2008 – Foto divulgação

Lançado em 2015, o 2008 chegou para enfrentar Jeep Renegade e Honda HR-V. O começo foi difícil, principalmente pela estratégia envolvendo o câmbio automático.

Pode ser encontrado com motor 1.6 aspirado de 120 cv e 16,1 kgfm, com câmbio manual ou automático de quatro marchas. Há também versões 1.6 THP de 176 cv e 24,5 kgfm até 2018. A média da Tabela Fipe gira em torno de R$ 60 mil, mas existem unidades abaixo dos R$ 50 mil.

Citroën C4 Cactus

Compartilhando base com o 2008, o C4 Cactus chegou mais ajustado ao gosto brasileiro. As versões automáticas utilizam câmbio Aisin de seis marchas combinado ao motor 1.6.

Os preços partem de R$ 52.999 nas versões aspiradas e chegam a cerca de R$ 73 mil nas unidades com motor 1.6 turbo.

Renault Captur

Lançado em 2017, o Captur tentou oferecer algo mais refinado que o Duster. O visual era marcante, mas o interior não empolgava tanto.

No início, utilizava motor 1.6 aspirado de 120 cv (manual ou CVT) e 2.0 aspirado de 148 cv com câmbio automático de quatro marchas. A partir de 2022 passou a contar com 1.3 turbo. No mercado de usados, os anúncios partem de R$ 60 mil.

Renault Duster

Renault Duster – Foto: divulgação

O Duster foi lançado em 2012 para enfrentar o Ford EcoSport e se destacou pela robustez. Perdeu espaço com o tempo por demorar a se modernizar.

É possível encontrar unidades desde R$ 35 mil, mas com até R$ 70 mil já aparecem versões mais recentes, inclusive com motor 1.6 de 120 cv e 16,2 kgfm com câmbio CVT.

Chevrolet Tracker (importado)

Antes de ser nacional, o Tracker teve duas gerações importadas. Dentro do orçamento de R$ 70 mil, são essas versões que aparecem.

Podem ser equipadas com motor 1.8 ou 1.4 turbo, os mesmos utilizados no Cruze de primeira e segunda geração.

Ford EcoSport

O EcoSport praticamente criou o segmento de SUVs compactos no Brasil. Dominou por mais de uma década até a chegada de novos concorrentes.

Com R$ 70 mil, vale buscar unidades 2020/21, que já utilizam câmbio automático com conversor de torque no lugar do problemático Powershift. O motor 1.5 três cilindros entrega 137 cv e 16,2 kgfm.

Jeep Renegade

Jeep Renegade – Foto: divulgação

Lançado em 2015, o Renegade rapidamente virou referência em estilo e marca. É um dos SUVs mais vendidos desde sua estreia.

Os preços começam por volta de R$ 52 mil. É recomendável evitar o primeiro ano com motor 1.8 automático. A partir de 2017 houve melhora na calibração e potência subiu de 132 cv para 139 cv.

Nissan Kicks

O Kicks chegou em 2016 e sempre foi reconhecido pelo bom espaço interno e economia. O motor 1.6 aspirado entrega 114 cv e 15,5 kgfm com câmbio CVT.

Não é focado em desempenho, mas compensa na eficiência e manutenção relativamente simples. Os preços partem de R$ 60 mil.

Principais cuidados ao comprar SUVs seminovos em 2026

Comprar um seminovo pode ser excelente negócio. Mas só quando a escolha é racional, técnica e baseada em método. O erro mais comum é se apaixonar pelo modelo e esquecer de analisar o conjunto da obra.

Abaixo, organizei os principais pontos que realmente evitam dor de cabeça.

1) Comece pelo uso real e pelo custo total

Antes de abrir qualquer anúncio, defina sua necessidade. Cidade ou estrada? Família grande? Porta-malas amplo? Câmbio automático é obrigatório? Consumo é prioridade?

Esse filtro evita compra emocional.

Depois disso, pense no custo total: seguro, revisão, peças, pneus e combustível. Dois carros com preço parecido podem gerar despesas mensais completamente diferentes, especialmente em versões turbo, automáticas ou com rodas maiores.

2) Procedência vale mais que ano

Seminovo bom começa pela origem. Histórico claro, documentação regular e vendedor transparente são essenciais.

Desconfie de preço muito abaixo da média. Se a conversa não fecha ou as informações são vagas, pare ali. Procedência sólida é mais importante do que um ano mais novo.

3) Cheque documentação antes da visita

Antes mesmo de ver o carro pessoalmente, confirme:

  • Situação de IPVA
  • Multas
  • Licenciamento
  • Restrições administrativas ou judiciais

No momento final, confira se o número do chassi bate com documento e veículo. Essa etapa evita perder tempo com carro que não transfere ou que exige regularização cara.

4) Leia a carroceria como um perito

Observe o carro sob luz natural.

Diferença de tonalidade entre peças pode indicar repintura. Textura irregular no verniz, marcas de fita em borrachas e desalinhamento de portas são sinais de reparo.

Parafusos com marcas de ferramenta podem indicar desmontagem após colisão. Reparos existem e são normais. O problema é quando não são informados.

5) Inspeção básica no motor

Mesmo sem ser mecânico, dá para identificar alertas.

Com o motor frio, observe vazamentos, mangueiras ressecadas e manchas de óleo. Verifique a vareta: textura leitosa pode indicar contaminação.

O reservatório de arrefecimento deve estar limpo. Ruídos metálicos persistentes ou marcha lenta irregular merecem atenção.

6) Atenção total ao câmbio

Aqui moram os reparos caros.

No manual, embreagem não pode estar excessivamente alta ou patinando. No automático, trocas devem ser suaves, sem trancos ou demora exagerada.

Teste subidas leves e retomadas. Hesitação fora do normal não é detalhe.

7) Suspensão, direção e freios

Em piso irregular, escute estalos e batidas. Gire o volante até o fim e observe ruídos.

Freando de 60 para 20 km/h, o volante não deve vibrar. Vibração pode indicar disco empenado ou pneu deformado.

8) Pneus contam histórias

Desgaste irregular pode revelar desalinhamento ou suspensão comprometida.

Confira data de fabricação e se há marcas diferentes no mesmo eixo. Pneus ruins entram na negociação imediatamente.

9) Teste toda a eletrônica

Vidros, travas, multimídia, câmera de ré, sensores e ar-condicionado.

Em carros modernos, falhas elétricas custam caro. Seja metódico.

10) Vistoria cautelar é investimento

Não faça “volta no quarteirão”. Faça roteiro completo de teste.

Depois, invista em vistoria cautelar ou inspeção técnica profissional. Ela identifica sinistros, adulterações e reparos estruturais invisíveis.

Comprar seminovo com segurança exige método. Informação e análise fria protegem seu dinheiro e sua tranquilidade.

E você, qual SUV pretende comprar? Comente e compartilhe a sua opinião com outros leitores do Garagem360.

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Matheus Azevedo
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