Até 300 km de autonomia: Start-up francesa lança reboque para carregar elétricos em movimento

Um dos maiores obstáculos para a popularização definitiva dos carros elétricos (VEs) é a logística de viagens longas. Embora a malha de carregadores rápidos esteja crescendo, o tempo de espera nas estações ainda incomoda motoristas acostumados com o rápido abastecimento de combustíveis fósseis. Para resolver isso, a start-up francesa Far-a-day desenvolveu uma solução inusitada: um carregador móvel que “persegue” o seu carro.

Start-up francesa lança reboque para carregar elétricos em movimento

A proposta da Far-a-day inverte a lógica tradicional. Em vez de você ficar parado em um posto, uma bateria externa acoplada a um reboque autônomo é conectada ao seu veículo para fornecer energia enquanto você dirige.

O sistema foi desenhado para ser extremamente ágil:

  • O motorista encosta em uma estação da rede Far-a-day.
  • Um módulo robótico se alinha e se conecta ao carro automaticamente em menos de dois minutos.
  • O veículo retoma a viagem com o reboque acoplado, ganhando até 300 km de autonomia extra.
  • Ao final do trajeto ou quando a bateria do reboque esgota, ele é deixado em outra estação da rede para ser recarregado com energia limpa.
Start-up francesa lança reboque para carregar elétricos em movimento – Foto: Reprodução

Tendência global: O fim das paradas obrigatórias

A Far-a-day não está sozinha nessa busca. O conceito de “Range Extender” (extensor de alcance) removível ganha força com outras iniciativas globais:

  • EP Tender: Outra empresa francesa que já testa reboques similares focados em modelos como o Renault Zoe.
  • Estradas Indutivas: Países como Suécia e Israel testam rodovias que carregam o carro por indução através do asfalto.
  • Troca de Baterias (Battery Swap): A chinesa NIO já opera milhares de estações onde a bateria inteira do carro é trocada por uma cheia em 3 minutos, eliminando a necessidade de reboques.
Foto: Reprodução

O diferencial da Far-a-day, contudo, é a promessa de custos inferiores aos carregamentos ultra-rápidos convencionais e a redução do desgaste da bateria principal do veículo, que não precisa ser submetida a altas potências de carga durante a viagem.

Apesar do otimismo, a solução enfrenta barreiras práticas, como a necessidade de homologação dos engates e sistemas de comunicação entre o reboque e o software do carro, além da resistência aerodinâmica adicional que um reboque impõe ao veículo, o que pode consumir parte da energia extra fornecida.

Leia aqui: Estudo revela que baterias de carros elétricos duram mais do que se imagina

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