Após seis anos em queda, furtos em dutos de combustível voltam a crescer no Brasil

Furtos de combustível em dutos voltam a crescer em 2025, com São Paulo liderando as ocorrências. Entenda os riscos para o abastecimento e as tecnologias usadas pela Transpetro para combater o crime.

Pela primeira vez desde 2018, o Brasil registrou um aumento nas ocorrências de furtos em dutos da Transpetro. Em 2025, o número de casos subiu para 31 registros, interrompendo uma trajetória de declínio que havia reduzido drasticamente o crime nos últimos anos. Para se ter uma ideia, em 2018 o país chegou a contabilizar 261 incidentes.

Após seis anos em queda, furtos em dutos de combustível voltam a crescer no Brasil

O estado de São Paulo continua sendo o maior desafio para a segurança da malha dutoviária. Sozinho, o estado concentrou 70% dos casos de 2025, totalizando 22 ocorrências.

Fatores que explicam essa concentração:

  • Malha Extensa: São Paulo possui a maior rede de dutos do país.
  • Urbanização: A proximidade com grandes centros facilita a logística criminosa e a ocultação das atividades.
  • Mercado Consumidor: A robusta demanda por combustíveis no estado favorece a revenda clandestina.
Após seis anos em queda, furtos em dutos de combustível voltam a crescer no Brasil – Foto: Reprodução

Além de São Paulo, Minas Gerais acendeu um alerta vermelho, saltando de apenas uma ocorrência em 2024 para seis em 2025, o que sugere uma migração das quadrilhas para novas áreas.

Enquanto outros estados viram os números subir, o Rio de Janeiro consolidou uma queda histórica. O estado, que registrou 13 casos em 2020, fechou 2025 com apenas uma ocorrência. O resultado é atribuído à integração pesada entre a inteligência da Transpetro e as forças de segurança pública.

Riscos e Combate Tecnológico

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, destaca que o problema vai além do prejuízo financeiro. O “vandalismo” nos dutos gera riscos reais de explosões, contaminação ambiental e desabastecimento.

Para combater o crime, a companhia investe cerca de R$ 100 milhões anuais em:

  1. Inteligência Artificial: Sistemas que detectam variações de pressão e tentativas de perfuração em tempo real.
  2. Monitoramento 24h: Centrais de controle que acionam a polícia imediatamente.
  3. Engajamento Comunitário: Canais de denúncia anônima para moradores que vivem próximos às faixas de dutos.

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Robson Quirino
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Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.