Não é só com o trânsito que o motociclista deve se preocupar para fazer seus deslocamentos com segurança. Uma série de outras circunstâncias podem colocar sua vida em risco. Buracos na via, quedas bobas e até a linha da pipa de crianças próximas podem oferecer riscos ao condutor. Para tudo isso, alguns acessórios podem fazer a diferença entre o perigo e a segurança. Veja quais são eles neste boletim técnico elaborado pelo Cesvi Brasil.

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Protetor de pescoço

Em época de férias, é mais comum avistar meninos soltando pipa, principalmente em bairros residenciais. Por esse motivo, o motociclista tem de andar precavido: muitas linhas trazem cerol, uma mistura cortante de cola e vidro moído, capaz de ferir gravemente alguém – principalmente se tiver contato com o pescoço de um motociclista em alta velocidade.

Para evitar esse risco, o motociclista pode adquirir um protetor de pescoço, confeccionado por fios de aço que impedem o corte feito pela linha com cerol.

E outro recurso para esse tipo de proteção é a “antena corta-pipa”, que deve ser instalada na motocicleta. O acessório corta a linha da pipa antes que ela atinja o motociclista.

Protetor de perna

Basicamente constituído por uma barra de ferro ou de alumínio, esse protetor fica instalado no chassi da motocicleta, nas partes laterais. No caso de queda com a motocicleta, esse acessório impede que a moto caia sobre o motociclista.

Vale lembrar que equipamentos mais comuns, como luva, capacete e um bom calçado, são indispensáveis para essa proteção nos casos de queda.

Capacete

Ao comprar um capacete, tenha o mesmo princípio de quem compra uma roupa ou um sapato: a beleza é importante, mas a função do acessório deve vir em primeiro lugar. E, nesse caso, o primordial é a proteção.

Quando for experimentá-lo, coloque-o na cabeça sem usar touca ou balaclava. Esses itens podem dar a sensação de que o capacete tem o tamanho adequado. Porém, o uso sem esses acessórios podem fazer com que o item de segurança fique folgado na cabeça do piloto.

Quando colocá-lo, observe se há algum incômodo, principalmente na região da testa. Tenha em mente que a numeração do capacete não segue um padrão rígido. Dependendo da marca, um mesmo número pode ser um pouco maior ou menor, assim como acontece com as roupas. Por isso é fundamental não sair da loja sem se sentir confortável e seguro com o capacete.