China concentra 55% dos veículos importados pelo Brasil e chega a 11,3% do mercado

Importados da China

O Brasil importou 463,9 mil autoveículos entre janeiro e setembro de 2026, alta de 30,4% sobre o mesmo período de 2025.

Desse total, os veículos de origem chinesa somaram cerca de 254,9 mil unidades e responderam por 55% das importações.

Além disso, a Anfavea calcula que os importados vindos da China já ocupam 11,3% do mercado nacional de autoveículos no acumulado até setembro.

O percentual se refere à origem dos veículos importados, não à participação de todas as marcas chinesas ou somente aos elétricos.

Quantos veículos importados entraram no Brasil até setembro?

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O volume de 463,9 mil unidades ficou 108,2 mil acima das 355,7 mil registradas de janeiro a setembro de 2025.

Portanto, o avanço das importações chegou a 30,4% em um ano.

Importações de autoveículos por origem no acumulado de janeiro a setembro
Origem 2025 2026 Variação
China 123,5 mil 254,9 mil +106,4%
Argentina 150,3 mil 128,7 mil -14,3%
México 23,4 mil 31,7 mil +35,5%
Alemanha 19,2 mil 17,0 mil -11,4%
Total importado 355,7 mil 463,9 mil +30,4%

A China puxou grande parte desse movimento.

As importações vindas do país passaram de 123,5 mil para 254,9 mil unidades, crescimento de 106,4%.

Assim, o volume mais que dobrou em relação aos primeiros nove meses de 2025.

Já a Argentina caiu de 150,3 mil para 128,7 mil unidades.

Desse modo, a China assumiu uma distância de aproximadamente 126,2 mil veículos sobre a origem argentina no acumulado de 2026.

O México também avançou, de 23,4 mil para 31,7 mil unidades, alta de 35,5%.

A Alemanha seguiu caminho oposto e recuou de 19,2 mil para 17,0 mil.

Mesmo com movimentos diferentes entre países, nenhum deles se aproximou do salto chinês em volume absoluto.

Como a China chegou a 55% das importações?

Os 254,9 mil veículos chineses representam aproximadamente 54,9% das 463,9 mil unidades importadas no período, percentual arredondado pela Anfavea para 55%.

Esse recorte mostra a origem do veículo que entrou no país, e não necessariamente a nacionalidade da marca.

Além disso, o mercado brasileiro somou cerca de 2,257 milhões de autoveículos emplacados de janeiro a setembro.

Nessa base, os 254,9 mil importados da China correspondem aos 11,3% informados pela entidade.

Por isso, alguns cuidados evitam interpretar o indicador de forma errada:

  • 55% não é participação nas vendas totais, mas nas importações acumuladas;
  • 11,3% considera o mercado nacional de autoveículos, não somente elétricos;
  • origem chinesa não equivale automaticamente a marca chinesa em todos os casos;
  • CKD e SKD exigem leitura separada de veículos importados completos e montagem local.

O que mudou frente a 2025?

Em 2025, a China ainda aparecia atrás da Argentina entre as principais origens mostradas pela Anfavea.

O salto de 106,4% inverteu esse quadro em 2026 e elevou o peso chinês tanto nas importações quanto no mercado brasileiro.

Ao mesmo tempo, o avanço não autoriza concluir que 55% de todos os veículos vendidos no Brasil sejam chineses.

A fatia de 11,3% é a medida que relaciona os veículos importados da China ao mercado nacional acumulado até setembro.

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