
Das 8.997 cotações de motos comparáveis entre setembro e outubro de 2026, 6.235 recuaram.
Isso representa 69,3% do universo que o fipeX analisou, e a mediana das variações ficou em -0,74%.
O movimento ficou mais negativo do que na passagem de agosto para setembro.
Naquele intervalo, 6.008 de 8.919 referências caíram, ou 67,4%, e a mediana foi de -0,17%.
Quantas cotações de motos recuaram em outubro?
O levantamento compara apenas preços de referência que existem nos dois meses de cada período.
Entre setembro e outubro, 2.601 cotações subiram e 161 ficaram estáveis, além das 6.235 que recuaram.
A participação das quedas avançou 1,9 ponto percentual, de 67,4% para 69,3%.
Já a parcela das altas recuou de 31,0% para 28,9%, e as referências estáveis passaram de 1,6% para 1,8%.
A mediana saiu de -0,17% para -0,74%, diferença de -0,57 ponto percentual.
Os dois períodos também não têm exatamente o mesmo tamanho de base:
- foram 8.919 referências comparáveis entre agosto e setembro e 8.997 entre setembro e outubro.
Por isso, percentuais e mediana ajudam mais do que simplesmente comparar os totais absolutos.
A queda significa que todas as motos ficaram mais baratas?
Não. Ainda houve 2.601 referências em alta, equivalentes a 28,9% do total, e outras 161 sem mudança.
Além disso, cada cotação corresponde a uma combinação específica de versão, combustível e ano-modelo.
Os valores também não representam motos físicas vendidas nem preços de transação.
O fipeX organiza preços de referência que a FIPE publica e calcula as variações mensais.
Por isso, o relatório funciona como retrato das referências, não como garantia de preço em uma negociação.
Na metodologia, cada versão, combustível e ano-modelo comparável entra uma vez.
Isso impede que uma moto com maior volume de vendas tenha peso extra na mediana e reforça que o indicador mede referências, não participação comercial.
Como usar a referência ao negociar uma moto?
O comprador ou vendedor pode usar o valor como ponto inicial, desde que confirme exatamente a configuração consultada.
Na prática, três cuidados ajudam a evitar uma comparação errada:
- conferir versão e ano-modelo antes de comparar valores;
- avaliar estado, quilometragem e histórico do exemplar real;
- comparar anúncios e propostas locais para entender a diferença entre referência e mercado.
O recuo mais amplo em outubro mostra uma pressão negativa sobre as referências de motos, porém não autoriza generalizar uma desvalorização de -0,74% para qualquer modelo.










