Híbridos sem tomada avançam 10,3% e chegam a 10.678 vendas em setembro no Brasil, na direção oposta dos elétricos, que perdem 18,1% após recorde de agosto

- Os híbridos sem tomada somaram 10.678 emplacamentos em setembro de 2026 no Brasil, alta de 10,3% sobre agosto.
- Na direção contrária, os veículos totalmente elétricos registraram 22.246 unidades, uma queda de 18,1% depois do recorde de 27.166 alcançado no mês anterior.
- Os dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram movimentos distintos dentro da eletrificação.
Entretanto, uma variação mensal não indica, sozinha, que uma tecnologia está substituindo a outra no mercado nacional.
HEV e HEV Flex crescem juntos em setembro
Os modelos HEV convencionais passaram de 4.445 para 4.892 unidades, avanço de 10,1%.
Já os HEV Flex subiram de 5.240 para 5.786, acréscimo de 10,4%. Ao todo, essas duas categorias ganharam 993 emplacamentos em apenas um mês.
O avanço ocorreu apesar da retração do mercado total de eletrificados, que passou de 57.386 unidades em agosto para 53.126 em setembro.
A tabela apresenta os recortes sob a mesma base mensal.
Mesmo após a redução, os elétricos puros venderam mais que o dobro do total conjunto de HEV e HEV Flex.
Portanto, o crescimento dos híbridos sem tomada não representa ultrapassagem na quantidade de veículos comercializados.
A diferença também fica evidente na participação dentro dos eletrificados:
- .e HEV Flex somaram 20,1% das vendas de setembro;
- os BEV concentraram 41,9%.
O percentual de cada grupo utiliza o mesmo denominador, de 53.126 veículos leves eletrificados.
Comparar essas fatias com o mercado total de automóveis sem indicar a mudança de base produziria uma interpretação incorreta do desempenho de cada tecnologia.
Elétricos recuam após agosto bater recorde
Os BEV perderam 4.920 emplacamentos entre os dois meses, encerrando setembro com 41,9% de participação nas vendas de eletrificados.
O resultado veio após o maior volume mensal já registrado pela categoria em agosto, segundo a série da ABVE.
Além disso, a entidade aponta que setembro ainda foi o terceiro melhor mês da história dos BEV.
Em relação ao mesmo período de 2025, os elétricos avançaram 172,3%. Assim, a queda frente a agosto precisa ser lida junto da base elevada de comparação e do crescimento anual.
Diferenças de uso explicam as quatro tecnologias
Para entender esses números, vale distinguir como cada sistema recebe energia.
Afinal, a classificação não depende apenas de o carro possuir bateria, e sim do tipo de propulsão e da possibilidade de recarga externa.
- HEV: combina motor a combustão e tração elétrica, sem necessidade de conectar o carro à tomada.
- HEV Flex: segue a lógica do híbrido pleno, mas aceita etanol e gasolina no motor térmico.
- BEV: utiliza somente propulsão elétrica e precisa recarregar a bateria por fonte externa.
- PHEV: une combustão e tração elétrica com bateria que permite carregamento pela tomada.
Os híbridos leves MHEV formam uma categoria diferente e não entram na contagem principal de eletrificados da ABVE.
Já os plug-in PHEV tiveram 20.202 emplacamentos em setembro, também abaixo de agosto, mas essa é outra comparação.
Em síntese, setembro reuniu recorde mensal de HEV e HEV Flex com redução dos BEV frente a agosto.
A fotografia de dois meses evidencia comportamentos diferentes, sem estabelecer uma tendência definitiva de preferência do consumidor.









