
Os seminovos de até três anos foram a única faixa por idade a crescer no mercado brasileiro em setembro.
Foram 318.531 negociações, alta de 1,2% sobre agosto, em um mês no qual o conjunto de seminovos e usados recuou 1,6%.
O mercado total movimentou 1.673.017 veículos em setembro, abaixo das 1.699.519 unidades registradas em agosto.
Apesar da redução mensal, o acumulado de 2026 segue positivo e já alcança 14.205.505 negócios.
Seminovos avançam 1,2% e destoam do restante do mercado
A faixa de zero a três anos conseguiu crescer mesmo com a desaceleração geral.
Além das 318.531 vendas no mês, esse grupo também apresenta o maior avanço no acumulado do ano: 12,6% sobre o mesmo período de 2025.
O desempenho sugere procura maior por veículos mais recentes, que podem combinar preço abaixo do zero-quilômetro com menor idade, tecnologia atual e histórico de uso potencialmente mais curto.
Mercado perde 26.502 negócios de agosto para setembro
A diferença entre os dois meses foi de 26.502 veículos.
A retração alcançou as principais categorias acompanhadas pela Fenauto, com intensidade diferente em cada uma.
- Automóveis: 1.031.538 unidades, queda de 1,2%;
- Comerciais leves: 196.777, recuo de 2,0%;
- Motos: 369.440, baixa de 1,9%;
- Comerciais pesados: 39.986, redução de 4,2%.
Acumulado de 2026 ainda cresce 5,4% e mira novo recorde
A queda de setembro não apagou a expansão do ano.
De janeiro a setembro, as transações avançaram 5,4% sobre 2025, saindo de 13.478.527 para 14.205.505 unidades.
Isso mantém o setor em trajetória para disputar um novo recorde anual.
A força dos seminovos mais jovens ajuda nesse movimento e mostra que a redução mensal não ocorreu de forma uniforme dentro do mercado.
Na prática, o recorte por idade revela uma mudança que o número geral esconde: mesmo com menos negócios no mês, a parcela formada pelos veículos mais recentes conseguiu avançar e ganhar espaço relativo.
Carro mais novo ganha força na decisão de quem evita o zero-km
Para o consumidor, o crescimento dos modelos de até três anos amplia a relevância desse grupo nas lojas e plataformas.
São veículos que frequentemente ainda carregam equipamentos próximos aos atuais e podem ter parte da garantia de fábrica restante, dependendo da marca e da data de compra.
Porém, idade baixa não elimina a necessidade de vistoria, consulta de histórico e comparação de preço.
O avanço de 1,2% mostra demanda, não garante que toda unidade represente bom negócio.
Nos próximos meses, o ponto central será saber se os seminovos manterão crescimento próprio ou voltarão a acompanhar a oscilação do mercado geral.









