Geely EX2 derrete 56%, cai para 2.554 vendas e vê rival chinês ser protagonista de novo com 5.668 carros à frente em setembro

O Geely EX2 perdeu força em setembro e chegou a 2.554 emplacamentos na parcial atualizada até 28 de setembro.
Em agosto, o elétrico havia fechado com cerca de 5.804 unidades, o que representa uma queda próxima de 56% de um mês para o outro.
Ao mesmo tempo, o BYD Dolphin Mini aparece em cenário oposto.
O hatch soma 8.222 registros na mesma parcial e abriu uma vantagem de 5.668 carros sobre o rival da Geely.
EX2 perde mais de 3,2 mil emplacamentos na comparação com agosto
A mudança é relevante porque o EX2 vinha de um mês forte. Em agosto, o modelo registrou 5.804 unidades e terminou entre os hatches de maior volume do país. Agora, a parcial de setembro mostra uma redução de aproximadamente 3.250 carros.
O recuo também muda a posição do elétrico no mercado geral. Com 2.554 unidades, o EX2 já não aparece entre os 25 veículos leves mais vendidos na parcial, ao passo que o Dolphin Mini ocupa o terceiro lugar do ranking nacional.
| Modelo | Agosto/2026 | Setembro até 28/09 |
|---|---|---|
| Geely EX2 | 5.804 | 2.554 |
| BYD Dolphin Mini | 8.299 | 8.222 |
Dolphin Mini mantém volume e transforma distância em vantagem ampla
O contraste vem principalmente da estabilidade do BYD.
Depois de 8.299 emplacamentos em agosto, o Dolphin Mini já soma 8.222 antes do encerramento de setembro. Portanto, o modelo praticamente repetiu o volume do mês anterior com dias úteis ainda pela frente.
Essa combinação ampliou rapidamente a diferença entre os dois elétricos. Na parcial, o BYD vende mais de três vezes o volume do Geely e aparece atrás apenas de Fiat Strada e Volkswagen Polo no ranking geral.
- Geely EX2: 2.554 unidades em setembro até o dia 28;
- BYD Dolphin Mini: 8.222 unidades no mesmo recorte;
- Diferença: 5.668 veículos a favor do BYD;
- Queda do EX2: cerca de 56% frente a agosto.
Parcial ainda pode mudar, porém a distância já pressiona o Geely
Os números de setembro ainda são parciais e podem avançar com os registros dos últimos dias do mês.
Mesmo assim, a diferença acumulada já mostra uma inversão importante de ritmo para o EX2, que vinha sustentando desempenho elevado no varejo brasileiro.
Para a Geely, o recuo ocorre justamente no período em que a marca prepara a produção nacional do EX2 no Paraná até o fim de 2026.
O modelo continua estratégico para ampliar presença entre elétricos de entrada, porém setembro indica que a disputa com o Dolphin Mini ficou mais difícil no curto prazo.
O fechamento oficial do mês será decisivo para medir se a queda foi pontual ou se representa uma desaceleração mais consistente.
Por ora, o dado mais forte é a abertura de 5.668 unidades entre os dois rivais. A disputa segue aberta e exige reação rápida da marca.








