Primeira CNH A e B passa a exigir toxicológico no RS; PPD só sai com resultado negativo

CNH

Quem iniciar o processo para tirar a primeira CNH nas categorias A ou B no Rio Grande do Sul a partir de 1º de setembro de 2026 precisa realizar exame toxicológico.

A nova exigência vale para candidatos à Permissão para Dirigir e alcança tanto futuros motociclistas quanto motoristas de automóveis.

O DetranRS informa que é possível fazer o exame em qualquer etapa do processo.

Porém, há uma trava objetiva: a PPD só sai depois que o laboratório registra resultado negativo no sistema.

Regra vale para processos iniciados a partir de setembro

A mudança não foi criada apenas pelo Estado. Ela decorre da Lei nº 15.153/2025, que alterou o Código de Trânsito Brasileiro e estendeu a exigência de resultado negativo no toxicológico à primeira habilitação nas categorias A e B.

Renovação automática CNH 2026

Imagem: Reprodução

No Rio Grande do Sul, a aplicação começou para quem formaliza a abertura do processo em um Centro de Formação de Condutores a partir de 1º de setembro.

Candidatos que já tinham iniciado a habilitação antes desse marco seguem a situação correspondente ao processo já aberto.

  • categorias alcançadas: A e B;
  • início da exigência no RS: 1º de setembro de 2026;
  • quem deve fazer: candidato à primeira habilitação;
  • onde realizar: laboratório credenciado pela Senatran;
  • condição para emissão da PPD: resultado negativo registrado no sistema.
Situação Exame toxicológico Efeito
Primeira CNH A ou B iniciada desde 1º/9 Obrigatório PPD depende de resultado negativo
Categorias C, D e E Já era exigido Mantém regras específicas

Exame pode ocorrer durante o processo, mas não depois da emissão

O candidato não precisa necessariamente apresentar o resultado antes das primeiras aulas.

O DetranRS permite realizar o teste em qualquer etapa da habilitação, o que dá flexibilidade para organizar o cronograma com aulas teóricas, práticas e exames.

Mesmo assim, deixar o toxicológico para o fim pode prolongar a conclusão.

O documento provisório não fica disponível até que o sistema receba o resultado negativo do laboratório.

Por isso, quem quer evitar atraso deve considerar o tempo necessário para coleta, análise e registro.

O teste precisa ser em laboratório com credenciamento da Senatran.

A lista oficial dessas unidades pode ser consultada pelos canais do órgão federal, e o candidato deve confirmar previamente se o estabelecimento escolhido está habilitado.

Custo adicional entra no orçamento da primeira habilitação

A nova etapa também acrescenta uma despesa ao processo para tirar a CNH. O valor não é único para todo o Estado, pois depende do laboratório escolhido e das condições comerciais oferecidas por cada estabelecimento credenciado.

Na prática, isso significa que o candidato deve incluir o toxicológico no planejamento financeiro junto com taxas, aulas, avaliações médicas, prova teórica e exame prático. Também vale pesquisar preços somente entre laboratórios autorizados.

A principal consequência operacional, entretanto, continua sendo a emissão da PPD.

Mesmo que o candidato conclua as demais etapas, um resultado ainda não registrado impede a liberação do documento.

Assim, a nova regra transforma o toxicológico em requisito efetivo para encerrar o processo, e não apenas em uma formalidade paralela.

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