
As motocicletas ampliaram uma mudança importante no mercado brasileiro em 2026. De janeiro a agosto, foram emplacadas 1.578.909 motos, enquanto os automóveis de passeio somaram cerca de 1,51 milhão no mesmo período.
A vantagem já se aproxima de 70 mil unidades.
O avanço não veio apenas do volume acumulado. Agosto terminou com 205.190 motocicletas emplacadas, alta de 3% sobre julho e de 10,6% na comparação com agosto de 2025.
Motos crescem 12,1% no acumulado de 2026
Nos oito primeiros meses do ano, o segmento avançou pouco mais de 12% sobre igual intervalo de 2025.
Esse ritmo mantém as motos acima do crescimento de várias categorias tradicionais de veículos e consolida um movimento que já vinha ganhando força nos últimos anos.
Entre os fatores apontados pelo setor estão a expansão dos serviços de entrega, a busca por transporte individual mais barato e o peso dos consórcios na forma de aquisição.
Em um cenário de crédito bancário ainda caro, o consórcio oferece uma porta de entrada relevante para parte dos compradores.
- motos em agosto: 205.190 unidades;
- alta sobre julho: 3%;
- alta sobre agosto de 2025: 10,6%;
- acumulado até agosto: 1.578.909 motos;
- carros de passeio no período: cerca de 1,51 milhão.
Comparação não inclui comerciais leves do lado dos carros
Há um cuidado importante na leitura desses números. O recorte compara motocicletas com automóveis de passeio.
Logo, picapes, vans e outros comerciais leves não entram nos 1,51 milhão do nosso título.
Mas se compararmos os automóveis e comerciais leves juntos, o mercado de veículos leves continua maior que o de motos.
Por isso, a ultrapassagem não significa que as motocicletas passaram todo o mercado de carros e utilitários, e sim que superaram especificamente os automóveis de passeio no acumulado.
Agosto reforça a força do segmento de duas rodas
Mesmo com 21 dias úteis, dois a menos que julho, o mercado de motos conseguiu crescer na comparação mensal.
O desempenho, portanto, mostra que o avanço não depende apenas de um efeito pontual de calendário.
O setor também chega ao último quadrimestre com uma base elevada. Para os fabricantes, isso amplia a pressão por produção, rede e disponibilidade dos modelos mais procurados.
Já o consumidor, encontra mais variedade em faixas de preço que continuam abaixo da maior parte dos automóveis novos.
Se o ritmo atual for mantido, 2026 tende a consolidar mais um ano forte para as motocicletas.
A vantagem sobre os carros de passeio, porém, deve continuar sendo lida dentro desse recorte específico, sem confundir automóveis com o conjunto completo de veículos leves.
A leitura correta mostra força das motos sem exagerar o alcance da ultrapassagem.








