Move Brasil eleva teto de R$ 150 mil para R$ 200 mil e passa a alcançar 88% dos carros para motoristas de app

O Move Brasil ampliou de R$ 150 mil para R$ 200 mil o teto de preço dos veículos financiáveis para motoristas de aplicativo e taxistas.
A mudança, publicada em 19 de agosto, também abriu espaço para mais híbridos e eleva de cerca de 63% para 88% o alcance potencial do programa no mercado brasileiro.
O que muda com o novo teto de R$ 200 mil do Move Brasil?
A principal mudança é a entrada de uma faixa maior de carros no programa.
O percentual de 88% representa a fatia potencial do mercado alcançada pelas novas regras, com base nos emplacamentos de 2025.
Isso não significa que 88% de qualquer estoque esteja automaticamente aprovado.
O veículo ainda precisa cumprir as regras do Move Brasil e constar entre os bens financiáveis.
Além disso, a montadora deve estar habilitada no programa Mover e o automóvel precisa atender aos critérios de sustentabilidade definidos pelo governo.
- Teto anterior: R$ 150 mil
- Novo teto: R$ 200 mil
- Alcance estimado antes: 63% do mercado
- Alcance estimado agora: 88% do mercado
- Prazo atual da medida provisória: até 15 de setembro de 2026
Quem pode pedir o financiamento?
Para motoristas de aplicativo, o programa exige cadastro ativo há pelo menos 12 meses e no mínimo 100 corridas realizadas no período na mesma plataforma.
Taxistas também podem participar, desde que mantenham licenças, registros e regularidade exigidos pelo programa.
A habilitação no portal do governo não garante o crédito.
Depois de aprovado nos critérios do Move Brasil, o motorista ainda passa pela análise da instituição financeira.
A Caixa, por exemplo, informa taxas de 0,91% ao mês para mulheres e 0,99% ao mês para homens, prazo de até 72 meses e carência de até seis meses.
O cadastro é feito pela plataforma do governo e a validação dos requisitos pode levar até cinco dias úteis.
Só depois dessa etapa o profissional procura um banco participante.
Portanto, o novo limite de R$ 200 mil aumenta as opções de compra, mas não altera a necessidade de comprovar elegibilidade nem elimina a análise de capacidade de pagamento.
Por que o governo ampliou o programa?
A mudança ocorre depois de uma adesão abaixo do volume previsto.
Até 18 de agosto, o BNDES havia liberado R$ 3,44 bilhões, equivalentes a 11,3% dos R$ 30 bilhões disponíveis.
Os empréstimos alcançaram 33,4 mil motoristas, sendo 27 mil de aplicativos e 6 mil taxistas.
Com o novo teto, o programa tenta alcançar também modelos usados em categorias superiores dos aplicativos, como Uber Comfort, Uber Black e 99Plus.
A norma também ampliou a definição de híbrido para contemplar veículos que combinam eletricidade com gasolina ou etanol, desde que atendam às demais regras.
O ganho prático, portanto, é maior variedade de carros elegíveis.
Porém, preço abaixo de R$ 200 mil, sozinho, não basta: o modelo precisa aparecer na lista oficial e o motorista ainda depende da aprovação bancária.










