Clássico da Honda vende só 34 carros em 7 meses, fica 14.651 unidades atrás do Corolla e vira piada

O Honda Civic terminou os sete primeiros meses de 2026 com apenas 34 unidades emplacadas no Brasil.
No mesmo período, o Toyota Corolla somou 14.685 carros, o que abre uma diferença de 14.651 unidades entre dois sedãs que durante décadas protagonizaram uma das rivalidades mais conhecidas do mercado nacional.
Por que o Honda Civic vendeu só 34 carros em 2026?
O resultado mostra o quanto a posição do Civic mudou desde que a Honda deixou de produzi-lo no Brasil.
A geração atual chega importada da Tailândia e é oferecida somente com o sistema híbrido e:HEV, enquanto o preço parte de cerca de R$ 266.500.
Além disso, o modelo passou por meses com estoque muito limitado.
Em julho, quando voltou a aparecer com mais força nos registros, o Civic emplacou 24 carros.
Isso significa que apenas dez unidades haviam sido registradas entre janeiro e junho.
A Honda, portanto, não usa mais o Civic como sedã de volume.
O carro ocupa uma faixa mais cara do portfólio e funciona como vitrine para a tecnologia híbrida da marca.
Qual é a distância para o Toyota Corolla?
Enquanto o Civic virou produto de nicho, o Corolla manteve presença muito maior nas concessionárias. De janeiro a julho, o Toyota acumulou 14.685 emplacamentos.
Só em julho foram 1.665 unidades, número quase 49 vezes maior do que todo o acumulado anual do rival da Honda.
Mesmo o Corolla perdeu parte do protagonismo que já teve, porque o BYD King avançou no segmento.
Ainda assim, o Toyota preserva uma escala que o Civic atual não tenta acompanhar.
Em julho, por exemplo, o King chegou a 1.605 unidades e ficou apenas 60 carros atrás do Corolla.
O que o Civic oferece para justificar a nova posição?
O principal argumento está no conjunto e:HEV. O sistema combina um motor 2.0 a gasolina com dois motores elétricos.
O motor elétrico de tração entrega 184 cv e 32,1 kgfm, e a condução ocorre majoritariamente com atuação elétrica em baixa e média velocidade.
O sedã também traz Honda Sensing, oito airbags, central multimídia de 9 polegadas com serviços Google, sistema de som Bose com 12 alto-falantes, teto solar e porta-malas de 495 litros.
Dessa forma, a fabricante posiciona o Civic mais perto de uma proposta tecnológica e premium do que da antiga briga direta por volume.
Os 34 emplacamentos, portanto, não indicam apenas uma queda pontual.
Eles resumem uma mudança estrutural: o Civic continua à venda, porém deixou de disputar cada cliente com o Corolla na mesma faixa de mercado.
A antiga rivalidade permanece no nome e na memória do público, mas os dois modelos hoje cumprem papéis comerciais bem diferentes.









