Marcopolo leva híbrido de 650 km com etanol e tração elétrica à Lat.Bus 2026

A Marcopolo apresentou na Lat.Bus 2026 o Volare Attack 10, micro-ônibus híbrido com tração elétrica e gerador alimentado por etanol.
O conjunto foi projetado para oferecer de 500 a 650 km de alcance em operações de longa jornada.
O conceito mantém a condução elétrica durante todo o trajeto e usa o etanol apenas para ampliar a disponibilidade de energia a bordo.
Como funciona o híbrido a etanol da Marcopolo?
O Attack 10 usa bateria de até 120 kWh e motor elétrico da WEG. Quando é preciso repor energia, um motor 1.0 turbo da Horse funciona como gerador abastecido com etanol.
O motor a etanol não move as rodas. Ele atua como gerador, enquanto a tração continua sendo elétrica.
Essa configuração permite que o motor térmico trabalhe apenas na geração de energia, enquanto aceleração e movimento ficam sob responsabilidade do conjunto elétrico.
Por que o alcance de 650 km é importante?
Com alcance de até 650 km, o projeto mira fretamento, áreas rurais e rotas contínuas.
Nessas aplicações, a capacidade de manter a operação por mais tempo ajuda a reduzir a dependência de paradas frequentes ao longo da jornada.
Esse alcance ajuda o operador a planejar jornadas extensas com mais previsibilidade.
O objetivo, de todo modo, é manter o veículo disponível por mais tempo entre os períodos programados de parada e abastecimento.
- tração: elétrica;
- fonte auxiliar: etanol;
- capacidade: até 120 kWh;
- alcance: até 650 km;
- uso: rotas longas e jornadas contínuas.
O modelo já está rodando fora das feiras?
Em março, começou um teste operacional com Sertran e bp bioenergy. A iniciativa permite observar autonomia, consumo e comportamento do sistema em rotas reais de trabalho.
O projeto permite acompanhar desempenho, consumo e ajustes em uma operação real. A fabricante também destaca redução de ruído, vibração e desgaste dos freios em comparação com configurações convencionais.
Esse acompanhamento ajuda a orientar ajustes antes de ampliar a aplicação.
O teste real também ajuda a validar o projeto antes de ampliar sua aplicação.
Os ensaios em serviço também permitem observar como carga, trânsito e relevo influenciam o consumo.
Essas informações são importantes para definir quais tipos de rota aproveitam melhor a combinação entre bateria, tração elétrica e gerador.
| Item | Attack 10 híbrido |
|---|---|
| Sistema | Tração elétrica |
| Fonte auxiliar | Etanol |
| Bateria | Até 120 kWh |
| Autonomia | 500 a 650 km |
O que a Lat.Bus mostrou sobre o projeto?
A Lat.Bus 2026 foi realizada de 11 a 13 de agosto, no São Paulo Expo. A Marcopolo usou o evento para apresentar o Attack 10 como alternativa para operações que buscam eletrificação com maior alcance.
A estratégia aproveita a ampla produção de etanol no Brasil. O combustível não move as rodas diretamente: ele alimenta o gerador, enquanto a tração permanece elétrica.
Como o extensor muda a recarga?
O extensor reduz a dependência de carregadores durante a jornada, mas a bateria continua sendo parte central do sistema.
Porém, o resultado prático varia conforme consumo, geração de energia e perfil da rota.
Para frotistas, o principal atrativo é combinar condução elétrica com autonomia próxima à de veículos convencionais.
A Marcopolo busca validar essa arquitetura para aplicações em que parar horas para recarregar ainda é um obstáculo.











