Picape híbrida corta consumo em até 12%, mas vantagem desaparece na estrada

A eletrificação chegou com força ao segmento das picapes intermediárias.

A Fiat Toro 2027 estreou o sistema híbrido-leve (MHEV) de 48 Volts associado ao consagrado motor 1.3 turboflex de 176 cv.

Prometendo maior eficiência para defender sua liderança contra as novas rivais do mercado, a novidade traz dados do Inmetro que comprovam uma redução real de consumo de até 12% em trajetos urbanos.

No entanto, o motorista que roda predominantemente em rodovias deve ficar atento: no ciclo de estrada, os ganhos trazidos pelo auxílio elétrico praticamente desaparecem quando comparados aos da linha anterior sem o sistema de 48V.

Como funciona o sistema híbrido-leve de 48V da Fiat Toro

Diferente dos híbridos plug-in ou dos híbridos plenos (HEV) — que utilizam baterias de grande capacidade e motores elétricos capazes de tracionar as rodas sozinhos —, a picape híbrida da Stellantis adota a arquitetura MHEV.

  • Gerador e motor elétrico auxiliar: O alternador convencional dá lugar a um motor elétrico de pequeno porte ligado ao virabrequim por uma correia.

  • Bateria de íon de lítio: Armazena energia gerada nas desacelerações e frenagens.

  • Função nas partidas e acelerações: O sistema elétrico auxilia o motor a combustão nos momentos de maior esforço, como saídas de semáforo e retomadas urbanas, além de garantir um funcionamento do sistema Start-Stop muito mais suave e imperceptível.

A Fiat Toro 2027 estreou o sistema híbrido-leve (MHEV) de 48 Volts (Imagem: Divulgação/Fiat)

Ganho na cidade atinge até 12%, mas empata na rodovia

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De acordo com a tabela oficial do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV) do Inmetro, o foco da calibração MHEV esteve focado no trânsito das cidades, onde as paradas e partidas são constantes.

Abastecida com gasolina, a Toro MHEV passou de 9,4 km/l para 10,5 km/l em ciclo urbano — uma evolução de cerca de 11,7% na eficiência. Com etanol, o rendimento subiu de 6,5 km/l para 7,3 km/l (ganho de 12,3%).

Em contrapartida, nas estradas o motor elétrico não atua de forma contínua em velocidades de cruzeiro.

Por essa razão, a picape registra números praticamente idênticos aos do modelo exclusivamente a combustão: com gasolina, a média passou de 10,8 km/l para 10,7 km/l, enquanto no etanol caiu ligeiramente de 7,8 km/l para 7,6 km/l.

Isenção de rodízio surge como trunfo adicional no uso urbano

Apesar da vantagem ser concentrada no tráfego urbano, a adoção da tecnologia MHEV traz um benefício financeiro e prático que vai além da bomba de combustível: a liberação de restrições de circulação.

Por ser homologada como veículo eletrificado, a Fiat Toro híbrida conta com isenção do rodízio municipal de veículos na cidade de São Paulo e desconto na alíquota do IPVA em diversos estados que incentivam a frota limpa.

Para frotistas, profissionais autônomos e motoristas que utilizam a picape diariamente em grandes centros urbanos, a rodagem livre todos os dias da semana pode representar uma economia indireta superior ao próprio ganho de combustível.

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