Procura pela primeira CNH cresce 222%, enquanto emissões avançam 15% em 2026

A vontade dos brasileiros de tirar a carteira de motorista cresceu em 2026.
Depois que o governo federal flexibilizou as regras e acabou com a obrigatoriedade da autoescola para iniciar o processo, a procura pela primeira habilitação disparou 222% nos primeiros sete meses do ano.
Mas os números revelam um descompasso interessante: enquanto os pedidos deram um salto gigantesco, a emissão efetiva das carteiras cresceu bem menos, apenas 15%.
O salto de 222% nos pedidos da primeira CNH
Segundo dados do Ministério dos Transportes divulgados nesta segunda-feira (3), a procura pela primeira Carteira Nacional de Habilitação cresceu 222% nos primeiros sete meses de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Entre janeiro e julho, foram protocolados mais de 6,5 milhões de requerimentos para a primeira habilitação.
O crescimento é atribuído diretamente à decisão do governo federal, tomada no fim de 2025, de encerrar a exigência de frequentar autoescola para dar início ao processo de habilitação.
A emissão da primeira CNH cresceu bem menos: só 15%
Apesar da avalanche de pedidos, a quantidade de carteiras efetivamente emitidas ficou muito aquém do salto na procura.
Apenas 1,7 milhão de pessoas concluíram todas as etapas e emitiram o documento no período, um crescimento de 15% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.
Ou seja, muita gente entrou na fila, mas uma parcela bem menor chegou até o fim. Essa diferença entre a explosão de pedidos e o avanço modesto nas emissões é o ponto central da história.
Por que a diferença é tão grande?
O próprio ministério considera esse descompasso esperado, e a explicação está nas etapas que continuam obrigatórias. Mesmo com a flexibilização, tirar a CNH não virou um processo instantâneo.
O candidato ainda precisa passar por exames médico e psicológico, concluir o curso teórico, realizar as aulas práticas e ser aprovado no exame final.
Burocracia nos Detrans
Se a procura disparou e a burocracia por etapas explica parte do atraso, há ainda um obstáculo estrutural.
O desafio deste momento está na capacidade dos Detrans de transformar essa demanda represada em habilitações efetivamente emitidas.
O que mudou nas regras?
As alterações que provocaram essa corrida vão além do fim da obrigatoriedade da autoescola.
O exame prático também foi revisto, com uma reclassificação do sistema de faltas e a flexibilização de manobras que antes reprovavam o candidato de forma automática.
Além disso, o processo ganhou opções mais acessíveis financeiramente. O programa também mantém a CNH Social, voltada a pessoas de baixa renda, como alternativa para reduzir o custo do processo.
A combinação de menos exigências presenciais e custos menores é apontada como o motor por trás do aumento expressivo na demanda.
Um público enorme para regularizar
O crescimento acelerado tem um pano de fundo relevante: a quantidade de brasileiros que dirigem sem habilitação.
Estimativas do setor apontam que milhões de pessoas conduzem veículos sem CNH no país, e uma das principais expectativas do programa é justamente acelerar a regularização desse público, trazendo esses motoristas para dentro da legalidade.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias









