China supera Japão pelo 2º mês e Toyota quer unir 7 montadoras para reagir

O sinal de alerta ficou ainda mais forte para a poderosa indústria japonesa: pelo segundo mês seguido, as montadoras chinesas venderam mais que as japonesas na Europa.
Diante disso, a Toyota lidera uma proposta ousada, unir as rivais do Japão para revidar.
Ultrapassagem que assustou o Japão
Vale entender o tamanho do baque. Em junho, os grupos chineses Geely, SAIC, BYD, Chery e Leapmotor somaram 171.630 emplacamentos na Europa.
Já as tradicionais japonesas Toyota, Nissan, Suzuki, Mazda, Honda e Mitsubishi reuniram 158.540 unidades no mesmo mercado.
A vantagem chinesa chegou a 13.090 carros, e o mais preocupante para o Japão é que não foi um mês isolado.
Os chineses já haviam superado os japoneses na Europa em maio, pela primeira vez na história. Dois meses seguidos transformam um susto em tendência.
Resposta da Toyota: unir os rivais
Diante do avanço, veio uma ideia que seria impensável há alguns anos.
Koji Sato, ex-presidente da Toyota e hoje líder da associação das montadoras do Japão (a JAMA), defende que as marcas japonesas, historicamente concorrentes ferozes, passem a cooperar entre si para sobreviver.
Nas palavras dele, a indústria japonesa “não vai sobreviver” se não criar áreas de colaboração.
A lógica é simples: unir forças naquilo que o consumidor não vê para economizar e investir o dinheiro poupado onde realmente importa.
Plano começa pelas peças “invisíveis”
O primeiro passo é curioso e bem prático. A ideia é padronizar componentes que o cliente nem percebe, como os chicotes elétricos (o emaranhado de fios do carro).
Hoje, os fornecedores japoneses fabricam cerca de 70 mil variações desses chicotes, o que torna a produção cara e difícil de automatizar.
Padronizar isso, segundo Sato, poderia multiplicar a produtividade por dez.
A economia gerada seria então investida na tecnologia que realmente decide a briga com a China: assistentes de direção, baterias de recarga rápida e software.
Uma cooperação que vai além das peças
O plano é mais amplo do que parece. Além da padronização de componentes, a associação japonesa estuda cooperar em outras seis frentes.
Logística, acesso a matérias-primas, reciclagem, atração de talentos, infraestrutura para carros autônomos e simplificação dos impostos sobre veículos no Japão.

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A proposta já ganha apoio. O presidente da Nissan endossou a ideia de compartilhar itens básicos, e a marca está perto de fechar um acordo de cooperação com a Honda.
Em outras palavras, a união das japonesas, antes impensável, começa a sair do papel.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.











