BYD King de 209 cv custa R$ 147.990 e fica mais barato que Virtus e Honda City

Um sedã híbrido, com 209 cv, custando menos que carros a combustão bem menores? É o que o BYD King entrega por R$ 147.990, valor abaixo do VW Virtus e do Honda City.
Mas, antes de correr para a loja, existe uma troca que você precisa colocar na balança. Te explico a seguir.
O que você ganha: mais carro pelo mesmo dinheiro
Comecemos pelo que empolga. Por R$ 147.990, o King sai mais barato que o VW Virtus Comfortline (cerca de R$ 152.390) e o Honda City Touring (cerca de R$ 153.200), duas referências entre os sedãs compactos.
Só que o King joga em outra categoria de tamanho e força. Ele é um sedã médio, com 4,78 m de comprimento (perto de um Corolla), enquanto Virtus e City são compactos.
E a diferença de motor é gritante: são 209 cv combinados, contra os 128 cv do Virtus e os 126 cv do City. Resultado: o King vai de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos, coisa de carro esportivo.
Economia do sistema híbrido
O trunfo não para no desempenho. Por ser híbrido plug-in, o King combina um motor 1.5 a gasolina com um elétrico, e pode rodar cerca de 32 km só na eletricidade antes de usar uma gota de combustível.
Na prática, quem tem tomada em casa faz o trajeto urbano quase de graça e só conta com a gasolina nas viagens.
É uma economia mensal que Virtus e City, puramente a combustão, não conseguem oferecer.
O que você perde
Agora, a parte que pode pesar na sua decisão. Para chegar a esse preço, a versão de entrada King GL abre mão dos assistentes avançados de condução, o pacote ADAS.
Isso significa que o King GL fica sem piloto automático adaptativo, frenagem autônoma de emergência e assistente de permanência em faixa, itens que o Virtus e o Honda City de topo trazem de série.
Ele mantém o básico essencial, com seis airbags e controles de estabilidade, mas quem faz muita estrada e valoriza essas ajudas eletrônicas sente a falta. Para tê-las na BYD, é preciso subir para a versão GS, mais cara.
Conta do financiamento também muda
Um último alerta, porque o preço à vista engana. Os R$ 147.990 valem para pagamento à vista. Na campanha financiada divulgada, o King sai com entrada de 40% (cerca de R$ 59.196) mais 36 parcelas de R$ 3.311,83.
Nesse formato, o total pago chega a cerca de R$ 178,4 mil, bem acima do valor de vitrine. Ou seja, a vantagem de preço é real à vista, mas encolhe (ou some) no parcelamento longo.

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Colocando tudo na balança: se você quer o máximo de carro, potência e economia de combustível por menos de R$ 150 mil, e tem como pagar à vista, o King é imbatível na proposta.
No entanto, se segurança ativa é inegociável para você, ou se depende de um financiamento longo, vale reconsiderar, porque aí o Virtus e o Honda City de topo, com ADAS de série, podem justificar seus preços.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.










