Peugeot 2008 amplia linha híbrida, traz versão Roadtrip e pode perder 14 cv

O Peugeot 2008 vai passar por mudanças de peso na linha 2027: a marca deve trazer de volta a queridinha versão Roadtrip e espalhar a tecnologia híbrida por mais configurações.
Contudo, há um porém que mexe com o desempenho, o motor turbo deve ficar mais fraco. Vamos conferir?
Dá com uma mão, tira com a outra
A novidade tem dois lados que puxam para direções opostas, e vale entender os dois.
De um lado, boa notícia: o sistema híbrido leve (MHEV) de 12 volts, hoje exclusivo da versão de topo GT, será estendido também para a Allure, deixando a economia de combustível ao alcance de mais gente.
De outro, a conta chega: para a nova linha, o motor 1.0 Turbo 200 flex deve ter a potência recalibrada para baixo, caindo dos atuais 130 cv para 116 cv. São 14 cv a menos, tanto nas versões comuns quanto nas híbridas.
A volta da Roadtrip, a versão “aventureira”
Agora pode ser que os fãs comemorem. A configuração Roadtrip, lançada no fim de 2022 e sumida do catálogo, deve retornar com toda a sua pegada estilosa.
O visual mantém o charme que a consagrou: grade em preto, teto bitom, rodas de 16 polegadas, faróis com máscara escurecida e adesivos exclusivos.
Por dentro, bancos de couro com etiqueta Roadtrip, volante forrado em couro e tapetes bordados reforçam o clima de série especial.
Onde ela entra na gama
O posicionamento dá pistas de para quem ela é. A Roadtrip ficará no meio da linha, entre a Active e a futura Allure híbrida, tanto ela quanto a Active usando o novo motor de 116 cv com câmbio CVT de sete marchas simuladas.
No pacote de segurança, ela traz:
- Alerta de saída de faixa
- Detector de fadiga
- Frenagem automática de emergência
- Quatro airbags
- ABS com EBD
- Freios a disco nas quatro rodas.
Ou seja, estamos falando de um carro com estilo e um bom nível de assistência.
Menos força é um problema?
Essa é a pergunta que fica no ar, e a resposta depende do seu uso. No papel, perder 14 cv soa ruim, ninguém gosta de ver a ficha técnica encolher.
Na prática, porém, a recalibração costuma vir acompanhada de foco em eficiência, ou seja, a troca é potência por economia de combustível.
Para quem usa o SUV no dia a dia urbano, a diferença de força tende a passar quase despercebida, e o ganho no consumo pode até compensar.
Já quem gosta de pisar fundo e faz muita estrada talvez sinta falta dos cavalos perdidos. Vale esperar os números oficiais de consumo para saber se a conta fecha.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.












