Fiat Strada encara 700 mil km de trabalho pesado sem abrir o motor

Enquanto muito carro novo já dá dor de cabeça cedo, uma Fiat Strada Fire 2009 cruzou a marca dos 700 mil quilômetros com o motor original, sem nunca passar por retífica.
E o melhor: rodando pesado todo dia, carregando pneus de caminhão. Vem conhecer essa história!
A picape que trabalha há 17 anos
A história é de Humberto Grassi, morador de Araçatuba, no interior de São Paulo. Ele comprou a Strada Fire 1.4 em outubro de 2009 e nunca mais parou de usá-la para o trabalho.
É a versão mais simples que existia: sem direção hidráulica, sem ar-condicionado, sem vidro elétrico. Só o essencial para produzir.
E foi justamente essa simplicidade, aliada ao cuidado do dono, que a levou tão longe.
O segredo não é mágica: é rotina
Quando perguntado como o motor aguentou tanto, Grassi é direto: dirigir sempre dentro do limite, sem forçar, e trocar óleo e filtros antes da hora, entre 5 mil e 7 mil km, sem nunca estourar o prazo.
Parece óbvio, mas é aí que a maioria falha. Enquanto muita gente empurra a troca de óleo “só mais um pouquinho”, foi a disciplina de nunca atrasar a manutenção que preservou o coração da picape por quase 17 anos.
Números que impressionam
A folha de serviço da Strada conta a história de um carro bem tratado. Ao longo dos 700 mil km, ela precisou de pouca coisa:
- A embreagem foi trocada uma única vez, aos impressionantes 551 mil km
- Os amortecedores dianteiros originais duraram 444 mil km
- A bomba de combustível foi substituída só aos 639 mil km
- O óleo do câmbio foi trocado aos 300 mil km, ainda em bom estado
Fora isso, só peças de desgaste natural, como radiador, buchas e pneus.
Por que a Strada aguenta o tranco
Boa parte da fama de robustez vem de baixo do carro. A Strada usa uma suspensão traseira com feixe de molas parabólicas e o famoso eixo Ômega, conjunto que aguenta carga sem reclamar e explica por que tanta unidade envelhece com a suspensão firme.
Grassi conta que a picape nunca o deixou na mão em quase duas décadas, e que qualquer conserto sempre foi rápido e barato. Até o acabamento interno segue sem barulhinhos, mesmo depois de tanta estrada.
O plano dele agora é comprar uma Strada nova, mas sem se desfazer da veterana, a meta é chegar ao 1 milhão de quilômetros.
O único perrengue é que o hodômetro travou nos 700 mil e a concessionária não conseguiu resolver, porque o scanner da oficina só lê carros de 2014 em diante.
Fora esse detalhe, a valente segue firme na labuta, provando que carro durável é, antes de tudo, carro bem cuidado.
Se tem uma lição que fica dessa história para quem depende do veículo no dia a dia, é essa: capriche na troca de óleo em dia e dirija com calma, que o resto o motor agradece.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.











