Honda ressuscita o Prelude em agosto, enquanto BYD prepara Dolphin híbrido de 1.000 km

Duas estreias muito diferentes prometem agitar o mercado brasileiro nos próximos meses.
De um lado, a Honda ressuscita um mito: o Prelude volta em agosto depois de 25 anos, agora como cupê híbrido esportivo.
Do outro, a BYD aposta na economia com o Dolphin híbrido, que promete rodar quase 1.000 km com um só abastecimento.
Uma fala ao coração dos apaixonados por carro; a outra, direto ao bolso de quem quer gastar pouco. Vale conhecer as duas antes de escolher qual merece sua atenção.
Quando e como chega o Honda Prelude
A data já está marcada. O Prelude será lançado durante o Festival Interlagos, entre os dias 27 e 30 de agosto, em São Paulo.
É o retorno de um nome que marcou época: criado em 1978, o cupê saiu de linha em 2001 e agora ressurge em sua sexta geração.
O visual é o primeiro atrativo, com pegada esportiva de verdade:
- Apenas duas portas, capô longo e faróis afilados interligados
- Lanterna traseira inteiriça e spoiler discreto integrado
- Interior 2+2 com multimídia de 9″ com Google nativo, painel digital de 10,2″ e som Bose
Debaixo da carroceria bonita, porém, mora um híbrido, não um esportivo raiz.
O sistema e:HEV, o mesmo de Civic e CR-V, entrega 203 cv e 31,2 kgfm, combinando dois motores elétricos com um 2.0 a gasolina de ciclo Atkinson.
Para compensar a mecânica voltada à eficiência, a Honda apelou à tecnologia.
O Prelude usa o acerto de suspensão do Type R e traz o sistema S+ Shift, que simula trocas de marcha e ruído do motor para dar emoção artificial à condução. A expectativa de preço, porém, assusta: acima de R$ 350 mil.
E o BYD Dolphin híbrido, o que promete?
Aqui o apelo é oposto: economia máxima. Conhecido como Dolphin G, o hatch chega ao Brasil no início de 2027, conforme confirmou a marca durante a comemoração das 100 mil unidades montadas na Bahia.
Além disso, abandona o visual fofinho do Dolphin elétrico por linhas mais robustas, quase de SUV.
O grande chamariz é a autonomia. Na Europa, o modelo usa o conjunto do Atto 2, com motor 1.5 aspirado somado a um elétrico:
Atenção: esses números seguem o ciclo europeu WLTP, mais otimista que o do Inmetro, então no Brasil os valores tendem a ser menores.
Ainda assim, a promessa de quase 1.000 km é forte para quem foge de posto de gasolina.
Qual das duas estreias vale mais a pena acompanhar
Depende inteiramente do seu perfil. O Prelude é um objeto de desejo para nostálgicos e entusiastas, um cupê de nicho com preço de luxo que poucos vão levar para casa.
Já o Dolphin híbrido mira o grande público: deve custar menos que a versão elétrica, hoje a partir de R$ 149.990, segundo indicou o próprio executivo da BYD.
O hatch chinês ainda leva vantagem na praticidade, com porta-malas de 425 litros (mais um compartimento secreto de 45 litros) e bom espaço interno, apesar de ser um pouco menor que o Dolphin elétrico.
Para quem está apenas namorando as novidades, os dois lançamentos mostram os caminhos opostos da eletrificação.
Um usa a tecnologia para resgatar emoção e esportividade, o outro para esticar cada gota de combustível. Nenhum tem preço oficial fechado para o Brasil ainda.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.










