Hatch da Renault de R$ 65 mil e da Nissan de R$ 67 mil rodam até 273 km sem gasolina

Carro elétrico usado já não é exclusividade de quem tem orçamento alto. Por menos de R$ 70 mil, dá para sair de um Renault Kwid E-Tech ou de um Nissan Leaf sem gastar uma gota de gasolina.
R$ 65 mil compra quanto elétrico?
O Kwid E-Tech é a porta de entrada mais barata da lista. Unidades de 2023, com pouco mais de 90 mil km rodados, aparecem a partir de R$ 65 mil. A ficha técnica:
- Motor elétrico de 65 cv e 11,5 kgfm de torque
- Bateria de 26,8 kWh
- Autonomia de 186 km por carga, segundo o Inmetro
Kwid x Leaf: o que muda pagando R$ 2 mil a mais?
O Nissan Leaf parte de R$ 67 mil — só R$ 2 mil acima do Kwid. A diferença de ficha técnica é grande:
- Motor de 149 cv, mais que o dobro dos 65 cv do Kwid
- Bateria de 40 kWh, contra 26,8 kWh do rival
- Autonomia de 273 km por carga — 87 km a mais que o Kwid
O Leaf não é mais vendido zero-quilômetro no Brasil, o que empurrou mais unidades para o mercado de usados e ajudou a segurar o preço de entrada.
Quais outras opções elétricas aparecem abaixo de R$ 85 mil?
A dupla Kwid/Leaf não é a única alternativa nessa faixa de preço:
- JAC E-JS1 (a partir de R$ 70 mil): 62 cv, bateria de 30,2 kWh, 161 km de autonomia
- Chery iCar (a partir de R$ 75 mil): bateria de 30,8 kWh, 197 km de autonomia, recarga rápida de até 60 kW
- Renault Zoe (a partir de R$ 84 mil, ano 2019): 92 cv, bateria de 41 kWh, 300 km de autonomia
O JAC custa mais que o Kwid e ainda roda menos — a pior relação custo-autonomia do grupo. Já o Zoe é o mais caro da lista, mas também o que mais rende por carga.
O que essa autonomia muda no dia a dia?
Para uso urbano, mesmo os 186 km do Kwid cobrem tranquilamente vários dias de deslocamento sem recarregar. Já o Leaf, com 273 km, folga o suficiente para incluir viagens curtas entre cidades sem depender de eletropostos no meio do caminho.
Entre economizar R$ 2 mil no Kwid ou investir um pouco mais no Leaf, a segunda opção entrega quase o dobro de potência e quilômetros extras de sobra — o tipo de diferença que compensa esticar o orçamento.
Moysés Batista é editor de conteúdo no FDR, com foco em finanças pessoais, benefícios sociais, políticas públicas e direitos do cidadão. Bacharel em Letras pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), atua com foco na produção de conteúdos informativos orientados por dados oficiais e normas do Governo Federal. É responsável por análises e pautação sobre programas sociais, crédito, previdência e consumo, com ênfase em clareza, serviço ao leitor e verificação de informações públicas. E-mail para contato: [email protected]








