
A GWM prepara uma jogada de mestre para o Haval H6 no Brasil.
Com a volta do imposto de importação para carros híbridos em julho de 2026, o SUV montado em Iracemápolis (SP) tende a ficar mais barato que os importados.
A mudança visa manter o preço final estável para o consumidor, mesmo com a elevação da alíquota.
A estratégia da GWM se beneficia diretamente da nacionalização do Haval H6. A fábrica em São Paulo, que opera desde o final de 2025, utiliza peças locais e componentes importados.
Com a taxa de importação subindo de 28% para 35%, as unidades produzidas no Brasil ganham uma vantagem competitiva significativa.
Nacionalização para baratear o SUV
Ricardo Bastos, diretor de assuntos institucionais da GWM, explicou que a redução de custos do Haval H6 nacional compensará o aumento do preço das unidades importadas para suprir a demanda.
Isso significa que o consumidor final não deve sentir o impacto direto da alta tributária no preço de tabela do SUV.
Atualmente, a fábrica de Iracemápolis já responde por uma fatia considerável das vendas. Em abril, 65% das 2.688 unidades emplacadas do Haval H6 foram produzidas no Brasil.
A capacidade da fábrica, no entanto, ainda não é suficiente para atender toda a demanda, o que exige importações complementares.

Concorrência de olho na tributação
Enquanto a GWM consolida sua estratégia, concorrentes como a BYD buscam negociar com o governo a extensão de cotas para kits de montagem (CKD/SKD) em sua futura fábrica na Bahia.
A decisão sobre a prorrogação desses incentivos fiscais, que visa estimular a produção local, está em discussão em Brasília.
A indústria automotiva está dividida sobre a renovação de benefícios para kits SKD e CKD. Entidades como a Anfavea argumentam contra a renovação, citando a falta de previsibilidade nas decisões governamentais.
A expectativa é que a GECEX (Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior) se reúna em breve para discutir o tema.
O futuro do Haval H6
A GWM já ajustou a linha 2027 do Haval H6, com um leve aumento de R$ 1 mil em algumas versões.
A empresa se planejou considerando a alíquota de 35% e busca absorver custos em outros modelos importados, mantendo o foco na competitividade do SUV nacional.








