SUV da Honda de R$ 215.100 é humilhado por Haval H6 e BYD Song Plus

O mercado de utilitários esportivos médios vive um cenário de forte concorrência no Brasil neste fechamento de maio de 2026.
Se por um lado as fabricantes tradicionais apostam no prestígio de suas marcas, por outro, os novos consumidores exigem o máximo de espaço e praticidade para o uso familiar.
Diante dessa alta cobrança, o Honda ZR-V Touring 2026, comercializado pelo preço sugerido de R$ 215.100,00, passou a centralizar debates devido a uma falha crônica de projeto.
No quesito capacidade de carga para longas viagens, o utilitário importado do México acaba sendo superado com facilidade por oponentes de origem chinesa, a exemplo do GWM Haval H6 e do BYD Song Plus.
Limitação drástica do espaço do porta-malas frente aos rivais
O principal ponto fraco que prejudica o custo por benefício do ZR-V Touring concentra-se no tamanho reduzido de seu compartimento de bagagens.
Com uma capacidade de apenas 389 litros líquidos com os assentos traseiros em posição convencional, o volume disponível fica abaixo do registrado por diversos SUVs compactos da categoria de entrada.
Essa restrição física representa um grande obstáculo para a rotina de viagens, gerando uma enorme desvantagem na comparação com a concorrência direta:
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Capacidade Restrita do Honda ZR-V: Os 389 litros limitam severamente a acomodação de malas grandes e pertences de uma família inteira.
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Volume Ampliado no GWM Haval H6: O concorrente da GWM entrega um compartimento de carga muito maior, garantindo ampla facilidade para organizar malas e caixas volumosas.
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Espaço Generoso no BYD Song Plus: O modelo da BYD também estabelece uma sólida barreira comercial para a Honda ao fornecer uma área útil traseira imbatível por um preço competitivo.
Fragilidade da cobertura de bagagem e ausência de automação
Além da litragem acanhada do vão traseiro, o nível de acabamento e a usabilidade do setor de bagagens do ZR-V Touring geram duras críticas por parte de quem investe mais de R$ 200 mil em um automóvel.
O modelo não conta com o sistema de abertura e fechamento elétrico da tampa traseira, item de conveniência que já se tornou padrão obrigatório no segmento atual.
Para agravar a situação, o refinamento da área interna de proteção foi severamente penalizado pela marca:
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Qualidade Pobre do Protetor: A cobertura interna encarregada de ocultar as bagagens contra os olhares externos é extremamente simples, assemelhando-se a uma frágil grade ou tela flexível de tecido.
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Solução Simplória para o Segmento: Esse componente maleável cumpre minimamente o seu papel, destoando por completo da cabine sofisticada que exibe excelente dirigibilidade herdada do Civic.
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Perda de Percepção de Valor: A falta de uma divisória rígida convencional reduz o requinte do patrimônio e frustra o comprador de perfil mais exigente.
Embora o utilitário da Honda tente equilibrar o jogo ao oferecer um rodar silencioso, bom espaço para as pernas dos passageiros e uma suspensão traseira independente muito bem acertada, a limitação do porta-malas e a fragilidade de seus acessórios de proteção exigem cautela.
Colocar essas restrições operacionais na balança em maio de 2026 é o segredo para realizar uma transação comercial protegida e blindar o seu capital contra prejuízos futuros.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo








