BYD Dolphin SE decepciona quem faz viagens longas com frequência

O mercado de carros elétricos avançou em ritmo acelerado no Brasil, registrando uma alta impressionante de 162% nas vendas no primeiro quadrimestre, segundo dados da Anfavea.
De olho nesse sucesso, a montadora chinesa lançou a linha 2027 com a versão reestilizada SE. Porém, quem avalia se o BYD Dolphin SE é bom para encarar o asfalto em trajetos de longa distância pode acabar encontrando sérios gargalos que pesam contra o modelo.
Por que viajar com um carro elétrico ainda exige paciência?
Embora o compacto da BYD seja uma excelente opção para o trânsito urbano diário e ajude a reduzir os gastos com combustível, a situação muda de figura quando o objetivo é viajar.
O modelo simplesmente não foi projetado como o carro ideal para quem vive rodando pelas rodovias do país. A forte dependência de eletropostos e o tempo gasto parado na tomada durante o trajeto tornam a jornada cansativa.
Então, para quem faz viagens longas com frequência, os modelos híbridos ou os tradicionais veículos a combustão ainda entregam uma versatilidade muito superior e sem dores de cabeça.
Como a rede de assistência se sai no confronto com outras montadoras?
É fato que a fabricante cresceu de forma explosiva em solo nacional, mas quem compra um veículo elétrico precisa colocar a estrutura de pós-venda na ponta do lápis.
No confronto direto contra marcas consagradas como Toyota, Chevrolet e Volkswagen, o suporte da marca chinesa ainda mostra desvantagens em cobertura geográfica:
- General Motors (Chevrolet): cerca de 600 concessionárias com assistência técnica.
- Volkswagen: aproximadamente 500 pontos de atendimento no país.
- Toyota: 287 concessionárias ativas.
- BYD: cerca de 200 concessionárias com oficina autorizada.
Quais são as falhas e riscos de revenda do Dolphin SE?
Apesar de vender muito, o mercado de usados para essa categoria ainda engatinha no Brasil, gerando forte receio sobre a desvalorização futura e a durabilidade real da bateria.
Para piorar, novos rivais estão batendo à porta, como o GAC Aion UT, com chegada confirmada para o início de junho.
Na parte tecnológica, donos relatam que os assistentes de faixa são intrusivos e o sistema reseta as configurações toda vez que o veículo é ligado.
Falta também o sistema de frenagem automática traseira ao dar ré e atualizações automáticas via internet. Normas de instalação de carregadores em condomínios já começam a surgir no país através de órgãos oficiais do Governo Federal, mas a estrutura geral ainda caminha a passos lentos.
BYD Dolphin SE é bom?
Bem, se a sua rotina inclui viagens constantes a trabalho ou lazer, é interessante avaliar com extrema cautela as rotas e a infraestrutura das estradas antes de migrar para a eletrificação total.
Logo, ficar refém de pontos de recarga desertos ou enfrentar filas em postos de rodovia pode transformar o passeio da sua família em um grande teste de estresse.
Formada em Administração de Empresas, Jornalismo e mestranda em Comunicação. Apaixonada por setor automobilístico, true crime e livros. Fiz da escrita e produção de conteúdo sua paixão e profissão.










