BYD humilha patrocinador do Palmeiras: valor oferecido a rival é 20 vezes maior que o do Verdão

Uma negociação bilionária nos bastidores do futebol brasileiro pode provocar uma mudança enorme no cenário financeiro entre os grandes clubes do país.
O movimento envolve uma das montadoras que mais crescem no mercado nacional e um acordo que, se confirmado, colocará um estádio brasileiro entre os contratos comerciais mais valiosos da América do Sul.
Segundo informações divulgadas pelo UOL, a BYD negocia um investimento gigantesco ligado aos naming rights de uma das arenas mais tradicionais do futebol brasileiro.
O valor chama atenção principalmente pela diferença em relação ao acordo fechado recentemente com o patrocinador automotivo do Palmeiras.
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BYD prepara investimento bilionário em rival do Palmeiras
De acordo com o UOL, a BYD discute um contrato que pode movimentar aproximadamente R$ 600 milhões ao longo de dez anos.
A proposta prevê cerca de R$ 60 milhões por temporada para alterar o nome do Morumbi para “MorumBYD”.
Caso o acordo seja concretizado, o estádio passará a integrar a lista dos naming rights mais valiosos do futebol brasileiro.
Além disso, o investimento reforça a estratégia agressiva da montadora chinesa para ampliar presença dentro do esporte nacional.
Segundo o UOL, o acordo é visto como estratégico por diferentes motivos:
- O clube aumentaria drasticamente suas receitas anuais
- A BYD fortaleceria ainda mais sua marca no Brasil
- O estádio ganharia enorme exposição nacional
- A montadora apareceria em transmissões, conteúdos e ativações esportivas
Internamente, a diretoria ainda aguarda uma resposta oficial da fabricante chinesa para avançar nas negociações.
Valor supera em até 20 vezes acordo ligado ao Palmeiras
Enquanto a BYD negocia cifras próximas de R$ 60 milhões anuais em outro gigante brasileiro, o Palmeiras também fechou recentemente uma parceria com uma montadora chinesa.
Segundo informações publicadas inicialmente pelo portal Nosso Palestra, a Leapmotor assumirá o espaço nas costas da camisa alviverde após a saída da Fictor.
O contrato pode chegar a R$ 30 milhões por temporada durante dois anos.
Entretanto, boa parte desse valor depende do cumprimento de metas e projetos incentivados.
Os números do acordo envolvem:
- R$ 20 milhões fixos por temporada
- Até R$ 10 milhões extras em metas e incentivos
Mesmo assim, o possível investimento da BYD chama atenção pela diferença gigantesca envolvendo exposição e impacto financeiro.
Enquanto o acordo do Palmeiras envolve patrocínio nas costas da camisa, a BYD negocia diretamente os naming rights de um estádio inteiro por uma cifra considerada histórica.
Contrato atual do rival pode acabar
Hoje, o estádio opera com os naming rights ligados à Mondelez, responsável pela marca “MorumBIS”.
O atual acordo foi assinado no fim de 2023 e gera aproximadamente R$ 25 milhões anuais.
No entanto, segundo o UOL, a renovação passou a ser considerada improvável nos bastidores.
O esfriamento das conversas e fatores econômicos envolvendo o mercado de commodities, especialmente o cacau, acabaram dificultando a continuidade da parceria.
Caso a BYD confirme o investimento, o salto financeiro será enorme.
O clube praticamente mais que dobraria sua receita anual envolvendo o estádio.
Lei de Incentivo também entra no acordo do Palmeiras
Parte dos valores extras previstos no contrato da Leapmotor com o Palmeiras poderá acontecer através da Lei Federal de Incentivo ao Esporte.
A legislação permite que empresas tributadas pelo lucro destinem entre 2% e 4% do Imposto de Renda devido para projetos esportivos aprovados pelo Governo Federal.
Além disso, os projetos aprovados podem receber patrocínio com 100% de isenção fiscal.
Segundo o portal Nosso Palestra, os R$ 20 milhões fixos por temporada já estão garantidos dentro do acordo assinado.
No entanto, de acordo com informações, o novo patrocinador do rival do Palmeiras ofereceu um valor maior que todos os patrocinadores do verão.
Confira os os valores dos patrocínios do Palmeiras
- Sportingbet: R$ 173 milhões (R$ 100 milhões fixos + R$ 73 milhões em variáveis) por ano
- Leapmotor: R$ 20 milhões por ano
- Sil Fios e Cabos Elétricos: R$ 11 milhões por ano + bônus não revelados
- Uniasselvi: R$ 8 milhões por ano
- Cimed: R$ 20 milhões fixo por ano (R$ 57 milhões somando fixo e variável até fim de 2027)
- D’Italia Panelas: R$ 4 milhões fixo por ano, podendo chegar a R$ 6 milhões com bônus
- Puma: cerca de R$ 50 milhões (entre fixo e variável) por ano
Matheus Azevedo é jornalista formado pelo Centro Universitário UNA, em Belo Horizonte. Atua com o digital desde quando saiu da faculdade. É apaixonado por SEO e, sobretudo por carros, finanças e dados. Entende que todos podem entender números. Contudo, é papel do jornalista transformá-los em informações mais claras e organizadas para ajudar o leitor a ter um conteúdo mais completo e informativo. E-mail: [email protected]