Hyundai Creta vende muito, mas desempenho abaixo do Nissan Kicks e Fiat Fastback não pode ser ignorado

Hyundai Creta vende muito, mas desempenho abaixo do Nissan Kicks e Fiat Fastback não pode ser ignorado

O Hyundai Creta se consolida como um dos SUVs compactos mais buscados no Brasil, mas o desempenho de sua versão 1.0 turbo pode deixar a desejar.

Apesar de suas qualidades em espaço e segurança, a motorização de entrada demonstra limitações que merecem atenção antes da compra. Vamos analisar os prós e contras que você precisa saber.

1) Desempenho: o ponto fraco do Creta 1.0 Turbo

O motor 1.0 TGDI turbo flex, com seus 120 cv de potência e 17,5 kgfm de torque, é o principal ponto de atenção. Embora moderno, ele fica atrás de rivais diretos em números e agilidade.

Em testes de aceleração, o Creta 1.0 turbo leva 12,1 segundos para ir de 0 a 100 km/h, sendo mais lento que o novo Nissan Kicks e o Fiat Fastback.

Enquanto o Creta leva 12,1s, o Fiat Fastback cumpre a mesma tarefa na casa dos 9,4s, evidenciando a falta de agilidade do modelo sul-coreano.

Na prática, em retomadas ou com o carro carregado, o motorista sente a necessidade de reduções frequentes do câmbio automático de seis marchas.

A calibração da transmissão, que prioriza o conforto, resulta em um leve delay em saídas de semáforo, impactando a sensação de agilidade esperada de um motor turbo.

2) Consumo: nem sempre é econômico

O desempenho modesto se reflete no consumo. Em testes urbanos, o Creta 1.0 turbo registrou cerca de 9 km/l com gasolina e ar-condicionado ligado.

Esse número o coloca atrás de concorrentes mais pesados e com motores de maior cilindrada, indicando que o motor 1.0 trabalha sob pressão constante em cidade, penalizando a eficiência.

Na estrada, o consumo melhora para cerca de 14,7 km/l, ficando na média de outros modelos do segmento. Contudo, a falta de um desempenho expressivo aliado a um consumo urbano que poderia ser melhor são fatores a serem considerados.

3) Competição com SUVs médios e chineses

Com um preço sugerido em torno de R$ 173.390 para a versão Limited, o Hyundai Creta entra na mira de SUVs médios e modelos chineses que oferecem mais por um valor similar.

Concorrentes como o Caoa Chery Tiggo 7 Max Drive e até opções híbridas como o GAC GS3 e Omoda 5 HEV surgem como alternativas com mais refinamento e tecnologia.

Nessa faixa de preço, o Creta Limited pode parecer carente em alguns aspectos.

O acabamento, com excesso de plástico rígido, e a central multimídia de 8 polegadas, que se tornou pequena diante de telas maiores de rivais, são pontos que destoam. Faróis halógenos e a falta de iluminação em alguns botões também chamam a atenção negativamente.

Pontos que fazem o Creta valer a pena (Imagem: Divulgação)

Pontos fortes que valem a pena

Apesar das críticas ao desempenho e consumo, o Creta se destaca pelo excelente aproveitamento de espaço interno, sendo referência na categoria para quem precisa acomodar passageiros com conforto. Seu porta-malas de 422 litros é generoso e prático para o dia a dia e viagens.

A boa reputação no mercado de usados, com baixa desvalorização, e um pacote de segurança robusto, incluindo frenagem automática de emergência e assistente de permanência em faixa, são outros pontos fortes.

A conectividade também foi aprimorada com a chegada do Android Auto e Apple CarPlay sem fio e o sistema BlueLink.

Ao ponderar a compra do Hyundai Creta 1.0 turbo, avalie suas prioridades. Se o desempenho é um fator crucial, talvez seja necessário olhar para outras versões ou concorrentes.

No entanto, se espaço, segurança e liquidez são mais importantes, o Creta continua sendo uma opção sólida, mas atente-se aos pontos que podem frustrar.

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monalisa oliveira
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monalisa oliveira

Monalisa Oliveira é formada em Jornalismo na Uninassau. Já trabalhou como redatora e revisora na Agência Astra Digital e Seu Crédito Digital. E-mail: [email protected]