Dophin Mini tem o seguro mais caro do país; acima de R$ 3.974,27

Ter um carro elétrico na garagem em 2026 tornou-se um símbolo de modernidade, mas o boleto da seguradora está servindo como um “choque de realidade” para muitos proprietários.

Um estudo recente realizado pela Creditas Seguros revela que o BYD Dolphin Mini, apesar de ser um sucesso de vendas, assumiu o ingrato posto de ter um dos seguros mais caros do país, com valores que superam significativamente a média do mercado nacional.

O Ranking do Custo: Qual carro tem o seguro mais caro em 2026?

 Dophin Mini tem o seguro mais caro do país; acima de R$ 3.974,27 (foto: Divulgação / BYD)

De acordo com o levantamento da Creditas Seguros, o Dolphin Mini lidera a lista de preocupações financeiras no setor de apólices. A disparidade de valores entre os perfis de condutores é o que mais chama a atenção, com as mulheres enfrentando prêmios ainda mais elevados que os homens para este modelo específico.

Os números médios para o modelo da BYD são:

  • Perfil Masculino: R$ 3.974,27

  • Perfil Feminino: R$ 5.834,30

Para fins de comparação, a média geral do mercado brasileiro para outros modelos em 2026 gira em torno de R$ 2.741,67 para homens e R$ 3.395,53 para mulheres. Ou seja, segurar um Dolphin Mini pode custar quase o dobro do que um SUV compacto a combustão em alguns perfis.

Por que o seguro do Dolphin Mini disparou?

 Dophin Mini tem o seguro mais caro do país; acima de R$ 3.974,27 (foto: Divulgação / BYD)

O custo elevado não é uma “perseguição” das seguradoras aos carros chineses, mas sim uma resposta técnica a desafios logísticos. Michel Tanam, especialista da Creditas Seguros, aponta que três pilares sustentam esse valor elevado:

“A alta no valor do seguro para o Dolphin Mini reflete a complexidade do ecossistema de reparos. Ainda enfrentamos uma rede de oficinas credenciadas menor do que a de marcas tradicionais, além da necessidade de técnicos especializados para lidar com sistemas de alta tensão de forma segura.”

Os principais fatores são:

  1. Peças de Reposição: Embora a BYD esteja expandindo, o estoque local de peças ainda sofre com a oscilação da demanda.

  2. Mão de Obra Especializada: Reparar um elétrico exige desativar baterias com segurança, o que eleva o custo da hora/homem nas oficinas.

  3. Tecnologia das Baterias: Qualquer dano estrutural que ameace a integridade do pacote de baterias pode levar à perda total do veículo, elevando o risco para a seguradora.

O cenário geral: Seguro mais caro para todos em 2026

O estudo da Creditas Seguros traz um dado preocupante: o aumento nos preços das apólices não é exclusividade dos elétricos. Entre janeiro e fevereiro de 2026, o mercado viu um salto expressivo nos custos:

  • Aumento para Homens: 14% (média de R$ 2.741,67).

  • Aumento para Mulheres: 16% (média de R$ 3.395,53).

Esse fenômeno é atribuído à combinação da instabilidade econômica com o aumento nos índices de sinistralidade (roubos, furtos e acidentes urbanos). No caso do Dolphin Mini, a “conta” fica ainda mais salgada por ele ser um carro urbano que circula em áreas de maior risco, aumentando a probabilidade de pequenas colisões que, em um elétrico, custam muito caro para consertar.

Para quem está de olho no mercado de seminovos ou 0km em 2026, a recomendação técnica é clara: a cotação do seguro deve ser feita antes de fechar o negócio.

O que você economiza no combustível do elétrico pode acabar sendo drenado pela apólice anual se o modelo escolhido estiver no topo do ranking da Creditas Seguros.

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Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo