Carros da Chevrolet e da Hyundai têm airbags falsos e provocam 10 mortes
Um alerta gravíssimo de segurança envolvendo modelos da Chevrolet e Hyundai está assustando motoristas após a confirmação de 10 mortes causadas por airbags falsificados.

O caso, que teve origem nos Estados Unidos, revela um mercado clandestino de peças piratas que transforma um item de sobrevivência em uma armadilha mortal.
Componentes ilegais produzidos pela marca chinesa DTN entraram na cadeia de suprimentos de oficinas e lojas de autopeças, afetando diretamente a integridade de veículos que circulam diariamente.
O perigo mortal dos airbags falsificados em modelos da Chevrolet e Hyundai
As investigações conduzidas pelo NHTSA, órgão de segurança viária norte-americano, apontam que esses airbags piratas são vendidos por preços irrisórios, cerca de 100 dólares, o que atrai proprietários e oficinas em busca de economia.
No entanto, a economia custa vidas. Diferente das peças legítimas da Chevrolet e Hyundai, que inflam em milissegundos para proteger o ocupante, as bolsas de ar da marca DTN apresentam uma falha catastrófica no momento da colisão.
Em vez de amortecer o impacto, o gerador de gás dessas bolsas piratas se rompe de forma violenta, funcionando como uma pequena bomba.
O resultado é a dispersão de estilhaços metálicos em alta velocidade por toda a cabine do veículo. O efeito é assustadoramente semelhante ao caso dos airbags da Takata, que gerou o maior recall da história automotiva, mas agora com o agravante da pirataria deliberada.
Estilhaços de metal atingem ocupantes de Chevrolet e Hyundai

O registro das 10 mortes está diretamente ligado à natureza dos ferimentos causados por esses fragmentos de metal. Nos acidentes relatados envolvendo um Chevrolet Malibu e um Hyundai Sonata, os ocupantes foram atingidos no pescoço, rosto e peito por pedaços de ferro lançados pela explosão da peça falsificada.
Especialistas afirmam que, em condições normais e com componentes originais, essas mesmas colisões resultariam apenas em lesões superficiais.
A estimativa atual é de que pelo menos 10.000 veículos de diversas marcas possam estar circulando com esses dispositivos de segurança comprometidos.
O foco das autoridades está em carros usados que já passaram por reparos após acidentes anteriores, momento em que o airbag original costuma ser substituído por essas versões clandestinas de baixo custo.
Como identificar e agir diante do risco na Chevrolet e Hyundai
Proprietários de modelos da Chevrolet e Hyundai que compraram veículos seminovos ou realizaram trocas de airbags fora das concessionárias autorizadas devem ficar em alerta máximo.
O NHTSA recomenda uma inspeção detalhada em centros de serviço certificados para garantir que a peça instalada não seja da marca DTN ou qualquer outra imitação ilegal.
A segurança deve ser a prioridade absoluta, já que visualmente a peça pirata é quase idêntica à original, escondendo o defeito técnico por trás da capa do volante ou do painel.
Caso a presença de um componente falsificado seja confirmada no seu Chevrolet ou Hyundai, a orientação é suspender o uso do carro imediatamente.
A peça deve ser substituída por um airbag original de fábrica para restaurar os padrões de segurança previstos pela montadora.
A pirataria no setor automotivo não apenas prejudica a performance do veículo, mas, como mostram os dados recentes, é capaz de causar tragédias irreversíveis.
Esaú Júlio é jornalista formado pela UNICAP. Ex-Globo Esporte (TV Globo) | NE10 (SJCC) — Blog do Torcedor & Política. Passagens por BlogDoZá e Futebol Brasil. Redes sociais: IG: @esaujs | X: @Esau_Julioo