Corolla tem desvalorização de 8,7%; enquanto Tiggo supera 23%

Entenda os motivos pelos quais Corolla e Tiggo desvalorizaram nos últimos anos. Veja os principais detalhes

Quem comprou SUV nos últimos anos começou a sentir no bolso uma mudança que não era comum no mercado brasileiro.

Modelos que antes seguravam bem o valor agora mostram quedas mais agressivas  e alguns casos chamam bastante atenção.

O cenário atual revela uma diferença clara entre marcas e estratégias.

Enquanto alguns SUVs perderam valor de forma controlada, outros despencaram rápido, principalmente após mudanças de preço e novas versões.

🚗 Veja também: Novo SUV de R$117.990 vira pesadelo para Tiggo 7, Corolla Cross e Fiat Pulse

Comparativo dos SUVs mostra diferença clara na desvalorização

Os dados mais recentes ajudam a entender esse movimento.

Veja alguns exemplos entre 2024 e 2026:

  • Haval H6 PHEV19: de R$ 229.000 para R$ 209.244 (-8,6%)

  • Corolla Cross XRX Hybrid: de R$ 210.990 para R$ 192.645 (-8,7%)

Corolla Cross XRX Hybrid- Foto: divulgação

  • Haval H6 HEV2: de R$ 214.000 para R$ 188.172 (-12,1%)

  • BYD Song Plus: de R$ 239.800 para R$ 187.067 (-22,0%)

  • Compass S T270: de R$ 236.990 para R$ 181.094 (-23,6%)

  • Tiggo 8 PHEV: de R$ 239.990 para R$ 183.758 (-23,4%)

Aqui já dá pra ver dois grupos bem diferentes: modelos que seguram valor e outros que caem rápido.

Por que alguns SUVs despencaram e outros seguraram valor no Brasil

Nem todos os SUVs sofreram com a mesma intensidade na desvalorização e isso tem explicação direta na estratégia de cada marca.

O comportamento de preço nos últimos dois anos foi decisivo para definir quem perdeu mais e quem conseguiu segurar valor.

Um ponto importante está no timing.

Modelos como Haval H6 HEV2 e PHEV19 surgiram justamente no meio da guerra de preços. Em março de 2024, eles ainda nem existiam com esses nomes.

A GWM usava apenas HEV e PHEV, e a mudança para a linha 2025 aconteceu ao longo de 2024 e 2025. Esse reposicionamento ajudou a “organizar” a linha e evitar quedas bruscas no valor dos usados.

Jeep errou no preço e pagou o preço depois

A Jeep seguiu o caminho oposto.

Até o início de 2024, a marca elevou bastante os preços, aproveitando o momento de liderança. O Compass chegou a custar cerca de R$ 250 mil.

O problema veio depois. Com a pressão de modelos como Haval H6 e BYD Song Plus, a marca foi obrigada a reagir com descontos agressivos em 2025.

Resultado: quem comprou caro viu o valor despencar na Tabela Fipe.

Carros elétricos de leilão

Song Plus | Foto: Divulgação (BYD)

BYD acelerou demais as mudanças

A BYD também impactou diretamente a desvalorização dos próprios carros.

O Song Plus recebeu mudanças relevantes pouco tempo depois do lançamento:

  • Novo visual

  • Bateria maior

Isso fez o modelo anterior parecer “antigo” muito rápido. No mercado de usados, isso pesa — e muito.

Na prática, ninguém quer pagar caro em um carro que já ficou defasado em pouco tempo.

GWM fez o movimento contrário

A GWM seguiu uma estratégia mais conservadora.

Em vez de baixar preços, a marca fez o oposto:

  • Manteve estabilidade

  • Ajustou valores para cima com a volta dos impostos

  • Evitou promoções agressivas

Esse movimento criou um efeito direto no mercado de usados.

Com o zero km mais caro, o seminovo se valorizou proporcionalmente. O resultado aparece nos números: o Haval H6 PHEV19 perdeu apenas 8,6% do valor, um dos melhores desempenhos do mercado.

Quem comprou melhor?

O cenário deixa claro um ponto importante.

Quem comprou modelos da GWM entre 2024 e 2025 fez um dos melhores negócios desse período. A marca conseguiu proteger o valor do produto mesmo em um momento de forte concorrência.

E você, como avalia esse cenário? Comente

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Matheus Azevedo
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