Motoristas correm para postos de combustíveis com medo de desabastecimento

Motoristas correm para postos de combustíveis com medo de desabastecimento

O medo do desabastecimento transformou a rotina de motoristas no Litoral Norte de Santa Catarina entre esta quarta e quinta-feira. O anúncio da paralisação nacional dos caminhoneiros gerou uma corrida frenética às bombas em cidades como Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema e Penha.

Motoristas correm para postos de combustíveis com medo de desabastecimento Imagem: Reprodução/Garagem360

 

A mobilização da categoria, que cobra medidas contra a alta do diesel e o acionamento do gatilho do frete, teve seu início oficialmente adiado para o meio-dia desta quinta-feira (19).

Mesmo com o adiamento, o impacto foi imediato, resultando em estoques zerados de gasolina comum em diversos estabelecimentos da região.

Em Balneário Camboriú, postos nas principais avenidas registraram movimento intenso, com funcionários sobrecarregados pela demanda atípica.

Polícia Militar precisou intervir em Camboriú para organizar o fluxo de veículos e evitar o travamento total do trânsito em vias centrais.

Cenário de escassez e alta nos preços locais

Relatos de consumidores nas redes sociais apontam não apenas para a falta de produto, mas também para um aumento oportunista nos valores. Em alguns postos, a gasolina comum ficou R$ 0,20 mais cara em poucas horas, enquanto clientes eram vistos enchendo galões extras por precaução.

A situação é reflexo direto da insegurança logística provocada pela greve, que atinge um setor sensível da economia catarinense.

A categoria dos caminhoneiros autônomos alega que a defasagem do frete tornou o transporte de cargas insustentável diante dos custos operacionais atuais.

  • Itajaí: Filas quilométricas foram registradas na rodovia Osvaldo Reis e na entrada da Praia Brava.

  • Camboriú: Falta de combustível comum foi confirmada em postos da rua Siqueira Campos logo no início da manhã.

  • Itapema: A corrida às bombas concentrou-se principalmente às margens da BR 101, afetando o trânsito rodoviário.

  • Penha: Moradores relataram desabastecimento total em postos do bairro Armação e na área central da cidade.

Autoridades e órgãos de defesa do consumidor monitoram a situação para evitar práticas abusivas durante o período de paralisação.

O governo federal tenta negociar medidas tributárias, como a isenção de ICMS na importação de diesel, mas o clima entre os grevistas permanece de alerta total.

O setor de transporte é o principal motor da distribuição de suprimentos básicos, e uma greve prolongada pode afetar não apenas os combustíveis, mas também o abastecimento de alimentos. 

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cecilia belo
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cecilia belo