O custo de vida voltou a subir no Brasil e dois dos principais gastos das famílias puxaram esse movimento: moradia e combustível.
Enquanto o aluguel segue em alta nas principais cidades, o preço da gasolina dispara em várias regiões, ampliando a pressão no orçamento.
Os dados mais recentes mostram que a combinação desses fatores tem pesado cada vez mais no dia a dia, especialmente para quem depende de transporte e vive de renda fixa.
Aluguel acelera e supera inflação no mês
O preço do aluguel residencial registrou alta de 0,94% em fevereiro, acima dos 0,65% de janeiro.
O avanço também superou indicadores importantes:
IPCA (inflação oficial): 0,70%
IGP-M (índice do aluguel): queda de 0,73%
Preços de venda de imóveis: alta de 0,32%
Ou seja, alugar ficou mais caro mesmo em um cenário onde outros indicadores não subiram na mesma intensidade.
O levantamento considera anúncios de 36 cidades e aponta que imóveis de dois dormitórios lideraram a valorização, com alta de 1%.
Aluguel está mais caro – Foto: reprodução/internet
Preço por metro quadrado chega a R$ 63,79
O valor médio nacional do aluguel ficou em R$ 51,89 por metro quadrado.
Na prática, isso significa que um imóvel de 50 m² já ultrapassa facilmente os R$ 2.500 mensais em muitas regiões.
Os preços variam conforme o perfil do imóvel:
1 dormitório: R$ 69,17/m²
3 dormitórios: R$ 44,52/m²
Entre as capitais, Belém registrou o maior valor médio, com R$ 63,79/m², mostrando que a alta não está concentrada apenas no Sudeste.
Gasolina dispara e ultrapassa R$ 7 em estados
Se o aluguel pesa, o combustível não fica atrás.
Em Pernambuco, o litro da gasolina chegou a R$ 7,45, o maior valor do Nordeste e o terceiro mais alto do país.
Para entender o salto, no fim de fevereiro o preço era de R$ 6,42.
Ou seja, houve um aumento significativo em poucas semanas.
Fachada da Petrobras — Foto: Reprodução
Alta da gasolina passa de 16% em menos de um mês
O crescimento do preço da gasolina impressiona.
Entre 28 de fevereiro e 17 de março, Pernambuco registrou alta de 16,04%, uma das maiores do Brasil.
Outros estados também tiveram aumentos relevantes:
Maranhão: 17,04%
Bahia: 16,91%
Acre: 14,41%
Roraima, apesar de ter um dos combustíveis mais caros do país (R$ 7,47), apresentou menor variação no período.
Cenário internacional influencia preços
Parte dessa alta está ligada ao cenário externo, especialmente tensões no Oriente Médio, que impactam diretamente o preço do petróleo.
Com isso, mesmo países produtores acabam sentindo reflexos no valor final dos combustíveis.
Esse efeito se espalha rapidamente e atinge o consumidor final em poucos dias.
Conforme noticiado pelo Garagem360, o Presidente Lula aponta os principais responsáveis por esse cenário:“tiram proveito da desgraça”
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